Caso Daiane: síndico acusava corretora de “factoides” e sabotagem. Ouça áudio

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, suspeito de matar a corretora Daiane, enviava áudios à irmã dela, acusando a vítima de criar “factoides”

atualizado

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Antes do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49, a acusou de sabotar a gestão dele no condomínio e ir à delegacia para promover “factoides” contra ele. Preso desde 28 de janeiro, Cléber enviava áudios à irmã de Daiane para reclamar das desavenças com a corretora. Ouça:

Daiane desapareceu em 17 de dezembro e foi encontrada sem vida 43 dias depois em uma área de mata, em Caldas Novas (GO). O síndico do prédio onde ela morava confessou tê-la assassinado após meses de relação conturbada, que resultou em 12 processos judiciais, além de diversas ocorrências de Daiane contra Cleber.

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Maicon Douglas, filho do síndico Cleber Rosa
Síndico Cleber Rosa, apontado como autor do crime
Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas
Daiane Alves, no elevador
Síndico Cleber Rosa, preso pelo assassinato da corretora Daiane Alves
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Síndico Cleber Rosa, preso pelo assassinato da corretora Daiane Alves

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Maicon Douglas, filho do síndico Cleber Rosa
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Maicon Douglas, filho do síndico Cleber Rosa

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Síndico Cleber Rosa, apontado como autor do crime
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Síndico Cleber Rosa, apontado como autor do crime

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Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas
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Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas

Reprodução/ Redes Sociais
Daiane Alves, no elevador
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Daiane Alves, no elevador

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Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas
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Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas

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Daiane Alves Souza
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Daiane Alves Souza

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Como forma de punição pela convivência turbulenta com Daiane, o síndico do prédio cortava serviços essenciais do apartamento dela, como água, energia elétrica, gás e internet.

Ao Metrópoles a irmã da corretora, Fernanda Alves, explicou que o síndico promovia ameaças e, em certa ocasião, Cleber disse que Daiane criava factoides, e desmoralizou os registros na polícia.

“Ela (Daiane) está acessando o seu apartamento (Fernanda também tinha imóvel no prédio). Obviamente, não sabemos o que ela está fazendo lá. Se ela sabotar, danificar alguma coisa… Inclusive, ela foi na delegacia, alegando situações que não temos conhecimento para, no caso, tentar criar um factoide para me responsabilizar”, disse o síndico à irmã da corretora.


Daiane é encontrada morta

  • Daiane havia sido vista pela última vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do seu prédio, no bairro Termal, para verificar um problema de corte de energia no apartamento.
  •  Apesar dos esforços, nenhum rastro da vítima foi encontrado depois do desaparecimento. Dias após o ocorrido, surge um vídeo de Daiane na data em que sumiu, tentando resolver um problema de energia.
  • O vídeo mostra a porta do elevador se abrindo no subsolo e Daiane saindo. A partir desse momento, não houve mais registros da mulher até a localização de seu corpo.
  • Após 43 dias de desaparecimento, o síndico Cleber confessou o crime. Ele levou a polícia até o local onde havia deixado o corpo, em uma área de mata, em Ipameri, às margens da GO-213, a cerca de 15 km de Caldas Novas.

Ainda no decorrer do áudio, o síndico a acusa de afrontar o proprietário e desrespeitar os funcionários. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o embate entre os dois envolveu uma disputa pela administração dos apartamentos que a família de Daiane tem no condomínio, que são seis.

Testemunhas haviam relatado à polícia que desligar a energia fazia parte de um comportamento recorrente do síndico, o que corrobora com a linha de investigação da queda de energia deliberada.

Policiais investigam se a queda de energia pode ter sido causada propositalmente, em uma armadilha com o intuito de atrair Daiane até o subsolo.

Síndico e filho são presos

Após as provas contra o síndico se agravarem, Cleber assumiu a responsabilidade pela morte da corretora e indicou à polícia o local onde havia ocultado o corpo. Os restos mortais foram encontrados com uma bala alojada na cabeça, em uma região de mata às margens da GO-213, na quarta-feira (28/1).

O síndico e o filho, Maicon Douglas, permanecem presos. A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda o resultado do laudo da perícia técnica, que poderá esclarecer a dinâmica do crime.

Em 3 de fevereiro, o corpo de Daiane foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Goiânia, após o resultado da identificação feita com DNA dentário. O velório e o sepultamento foram realizados nessa quarta-feira (4/2), no Cemitério Parque dos Buritis, em Uberlândia (MG).

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