Caso Bruno e Dom: Amarildo e outros dois réus vão a júri popular

Os três respondem por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os réus estão em presídios federais, no Paraná e em Mato Grosso

atualizado

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protesto pela morte do indigenista bruno pereira e jornalista britânico dom phillips - Metrópoles
1 de 1 protesto pela morte do indigenista bruno pereira e jornalista britânico dom phillips - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

A Justiça Federal decidiu, nesta terça-feira (3/10), submeter Amarildo da Costa Oliveira e outros dois réus a júri popular pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. O crime ocorreu, em junho de 2022, na região do Vale do Javari, no Amazonas. As equipes envolvidas nas buscas encontraram os restos mortais de Bruno e Dom 10 dias depois dos assassinatos.

A decisão é assinada pelo juiz federal Weldeson Pereira, da Comarca de Tabatinga (AM). No documento, o magistrado manteve os três acusados presos.

“Uma vez tendo respondido ao processo até aqui encarcerados e porque persistem os motivos ensejadores da sua prisão preventiva, não há motivo para colocação dos réus em liberdade. Justamente quando são pronunciados, afigura-se ainda mais necessária a manutenção da custódia cautelar”, justificou o magistrado.

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Jornalista e indigenista foram assassinados no Amazonas
Dom e Bruno: jornalista e indigenista assassinados no Amazonas
Bruno e Dom foram interceptados em rio e executados
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O sumiço foi na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas.
Organização criminosa ligada a pesca ilegal matou jornalista e indigenista
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Organização criminosa ligada a pesca ilegal matou jornalista e indigenista

Jornalista e indigenista foram assassinados no Amazonas
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Jornalista e indigenista foram assassinados no Amazonas

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Dom e Bruno: jornalista e indigenista assassinados no Amazonas
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Dom e Bruno: jornalista e indigenista assassinados no Amazonas

Reprodução/Redes sociais
Bruno e Dom foram interceptados em rio e executados
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Bruno e Dom foram interceptados em rio e executados

Material cedido ao Metrópoles
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O sumiço foi na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas.
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O sumiço foi na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas.

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A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí.
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A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí.

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Polícia Federal, o Exército, a Marinha e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas fazem as buscas
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Polícia Federal, o Exército, a Marinha e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas fazem as buscas

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último contato com os dois profissionais ocorreu no domingo, 5 de junho
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último contato com os dois profissionais ocorreu no domingo, 5 de junho

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As buscas pelo jornalista inglês Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Araújo Pereira entram no 11º dia
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As buscas pelo jornalista inglês Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Araújo Pereira entram no 11º dia

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Em nota, a defesa dos réus informou que vai recorrer. Os advogados alegam que os três réus só podem ser levados a júri popular em caso de trânsito em julgado, ou seja, se todas as possibilidades de recurso estiverem sido esgotadas.

“É importante deixar claro que a decisão não encaminha os pescadores direto para julgamento pelo júri”, argumentou a defesa.

Ainda não há data marcada para o júri popular.

Relembre o caso

Dom e Bruno morreram assassinados no Vale do Javari, no Amazonas, quando se deslocavam para visitar uma equipe de vigilância indígena.

A principal suspeita dos investigadores é de que a dupla sofreu uma emboscada de pescadores ilegais. Bruno, que era servidor da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), havia sido ameaçado por eles pelas operações contra atividades ilegais no território indígena.

Em julho de 2022, o Ministério Público denunciou três pessoas pelos assassinatos de Bruno e Dom. A Justiça Federal, em Tabatinga (AM), acatou o pedido e tornou réus os três envolvidos.

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