Casas Bahia havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024
Grupo Casas Bahia enfrenta nova crise com pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de SP. Dívida é de R$ 17,3 bilhões

Pela segunda vez, o grupo Casas Bahia passa por uma crise financeira e recorre à Justiça. A empresa, que fez um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, na noite de domingo (16/8), em 2024, havia protocolado uma solicitação de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas estimadas, à época, em R$ 4,1 bilhões.
Na recuperação judicial, a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os credores.
No caso da recuperação extrajudicial, essa renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo Judiciário.

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Ver todasEm 2024, a Casas Bahia anunciou o fechamento de até 100 lojas e a demissão de 6 mil funcionários. À época, reorganizou o perfil de parte das dívidas financeiras, que tinha como principais credores Bradesco e Banco do Brasil.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO grupo apresentou um plano de alongamento da dívida da companhia para ser paga em um período de até 72 meses (6 anos) e renegociação dos juros pagos.
Desta vez, a empresa tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
Entenda
- Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial em São Paulo.
- Grupo tenta renegociar dívidas e preservar operações.
- Empresa cita fechamento de lojas, prejuízo bilionário e juros elevados.
- Casa Bahia enfrenta restrições de crédito e dificuldades de liquidez.
- Em meio à crise, alta administração renuncia.
- Em 2024, o grupo havia pedido recuperação extrajudicial.
Pedido de recuperação
O grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, na noite do último domingo (16/8). Segundo a companhia, foi registrado o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.
A empresa confirmou o fechamento de lojas e cita, entre os fatores que agravaram a crise, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
No total, o grupo tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
Cntlog Express Logística e Transporte Ltda. - Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Com a recuperação judicial, empresas em dificuldades financeiras podem renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e garantir a continuidade das atividades.









