Carne de peixe contaminada provoca doença rara em casal de SP

Doença, conhecida como "xixi preto", é responsável por destruição muscular que pode levar à falência dos rins

atualizado 04/10/2018 10:20

Daniel Ferreira/Metrópoles

A advogada Karyne Castro, 39 anos, e o marido Handerson Castro, 38, foram internados na unidade semi-intensiva do Hospital Israelita Albert Einsten após comerem uma posta do peixe conhecido como araibaiana ou olho de boi.

Eles foram diagnosticados com a síndrome de Haff, conhecida popularmente como a “doença do xixi preto”, que provoca o escurecimento da urina e dores intensas em todo corpo.

O casal foi infectado por uma toxina presente na carne de peixes e crustáceos contaminados, mas pouco se sabe como essa contaminação acontece, como mostra a matéria do jornal Folha de São Paulo.

Cearenses radicados em São Paulo, Karyne e Handerson tinham trazido uma posta do peixe de Fortaleza, e algumas horas depois do consumo começara a sentir fortes dores pelo corpo, que passou depois de alguns dias.

Como não associaram as dores ao consumo do alimento, quatro dias depois eles almoçaram uma posta do mesmo tipo de peixe, desta vez comprado em uma peixaria próxima. Karyne alegou que a carne tinha ótima aparência. Mas algumas horas depois da refeição o casal estava internado e tomando medicamentos à base de morfina para controlar as dores fortes.

A síndrome de Haff é uma doença rara que causa destruição dos músculos, cujas proteínas passam a circular na corrente sanguínea, sobrecarregando os rins, o que causa o escurecimento da urina. Na maioria dos casos o próprio corpo se encarrega da doença, mas é preciso cuidado para evitar a falência renal. O tratamento inclui cuidados com a hidratação e a administração de medicação para a dor, mas os anti-inflamatórios devem ser evitados, pois estes podem prejudicar as funções renais.

O casal, que foi contaminado em agosto, já teve alta, mas segue em recuperação e faz acompanhamento semanal para monitorar a recuperação dos rins.

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