Eleição 2026

Candidaturas femininas aos governos dos estados podem encolher em 2026

Levantamento do Metrópoles mostra que, até o momento, 20 mulheres são cotadas aos Executivos estaduais. Número representa queda de 41%

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 mulheres-na-politica - Foto: Arte/Metrópoles

Com as eleições se aproximando, em outubro, os partidos precisam formalizar as candidaturas até 15 de agosto. Neste ano, no contexto das eleições gerais, a população vai votar em seis cargos, incluindo o de governador — e, consequentemente, de vice-governador — nos estados. Entre os nomes cotados para disputar o cargo nos 26 estados e no Distrito Federal, despontam, até o momento, 20 mulheres.

Levantamento do Metrópoles mostra que o número representa uma queda de cerca de 41% em relação à última eleição geral, em 2022, quando 34 mulheres concorreram às chefias dos Executivos estaduais.

Naquele ano, apenas duas foram eleitas: Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. Lyra buscará a reeleição em 2026, enquanto Bezerra, já em seu segundo mandato, deve disputar uma vaga no Senado.

O levantamento considera pré-candidaturas já anunciadas ou nomes cotados pelos partidos. Por isso, o total pode mudar até a definição oficial das chapas e o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A análise também mostra que a maioria das possíveis candidaturas femininas está em partidos alinhados ao centro e à direita.

O PP tem quatro mulheres cotadas; o MDB, três; e o PSDB, duas. União Brasil, PL, PSD e PRTB aparecem com uma possível candidata cada.

No campo da centro-esquerda, o PDT também tem uma possível candidatura feminina. Já o PSol, de esquerda, concentra cinco nomes cotados.

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, não deve lançar nenhuma candidata aos governos estaduais. Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Milena Teixeira, o partido planeja apoiar 16 nomes para as disputas estaduais. Desses, nove são filiados à própria legenda — e nenhum é mulher.

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Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)
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Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra
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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra

Breno Esaki/Metrópoles

Representatividade

  • Segundo dados do TSE, as mulheres são a maioria das pessoas aptas a votar.
  • Em 2022, dos 156 milhões indivíduos que poderiam votar naquele pleito, 82 milhões eram do gênero feminino e 74 milhões do masculino.
  • O número de eleitoras representa 52,65% do eleitorado, enquanto o de homens equivale a 47,33%.
  • Apesar de comporem a maior parte da população brasileira, as mulheres continuam sub-representadas nos espaços políticos e de poder.
  • No Congresso Nacional, atualmente, as mulheres representam 18,7% da Câmara dos Deputados e 19,8% do Senado — apenas 16 senadoras em exercício. Nas eleições de 2022, das 27 vagas em disputa no Senado, somente quatro foram conquistadas por elas.

Disputa ao Planalto

Neste ano, até o momento, apenas uma mulher lançou pré-candidatura à presidência da República. O partido Unidade Popular (UP) anunciou em fevereiro a pré-candidatura de Samara Martins ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

Samara é dentista e trabalhadora do SUS no Rio Grande do Norte. Dentro do partido, ela é vice-presidente nacional e é coordenadora nacional da Frente Negra Revolucionária.

Em 2022, porém, houve recorde na candidatura de mulheres na disputa ao Palácio do Planalto desde a redemocratização. Naquele ano, disputaram a vaga a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), a senadora Soraya Thronicke (União Brasil), a economista Sofia Manzano (PCB) e a sindicalista Vera Lúcia (PSTU). 

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