Calorão: veja por que o Brasil sofreu com altas temperaturas em 2023

O El Niño e uma massa de ar quente que se concentra no interior do país são apontados como responsáveis pela nova onda de calor

atualizado

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Dia quente e calor no rio de janeiro - Metrópoles
1 de 1 Dia quente e calor no rio de janeiro - Metrópoles - Foto: Aline Massuca/Metropoles

Uma nova onda de calor afeta grande parte do país, principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No entanto, não é a primeira vez que o país sofre com temperaturas elevadas, e a expectativa é que os termômetros nas alturas se tornem o novo normal.

Um dos motivos por trás das altas temperaturas é uma massa de ar quente que se concentra no interior do país. Ela abrange quase todo o Centro-Oeste, o Sul, o Sudeste e uma pequena parte da Região Norte.

Outra razão para a nova onda de calor é o fenômeno climático El Niño, responsável pelo aquecimento das águas do Pacífico. No Brasil, ele gera diferentes condições climáticas: no Sul, há o aumento no regime de chuvas e, no Norte e Nordeste, ele causa uma seca mais intensa.

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Para enfrentar o calor, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas bebam bastante água, evitem atividades físicas e exposição ao sol em horários mais quentes do dia
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Além de aumentar o período de secas, o fenômeno também poderá influenciar na elevação das temperaturas no Brasil
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Além de aumentar o período de secas, o fenômeno também poderá influenciar na elevação das temperaturas no Brasil

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Jovem se protege do sol na área central de Brasília
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Fique atento a hidratação nos dias mais quentes
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O El Niño é um fenômeno natural e sazonal. No entanto, especialistas alertam que, neste ano, ele apresenta uma característica de super, ou seja, a sua intensidade será maior do que o esperado para o período.

Vale destacar que a expectativa da Organização Meteorológica Mundial (OMM) é que 2023 se confirmará como o ano mais quente já registrado. Segundo o órgão internacional, 2023 ficará 1,4°C acima dos níveis pré-industriais.

Ainda de acordo com a OMM, as emissões de gases de efeito estufa estão em patamares recordes, e as temperaturas registram índices acima do que é considerado normal, o que facilita um novo recorde de calor mundial.

O Brasil, em particular, emitiu 2,3 bilhões de toneladas brutas de gases de efeito estufa em 2022. O índice representa uma queda de 8% em relação ao ano anterior, quando houve a emissão de 2,5 bilhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo Observatório do Clima no fim de novembro.

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022, o Brasil emitiu 9,4 milhões de toneladas brutas de gases de efeito estufa e retornou para patamares de poluição registrados na década de 1990.

Aquecimento global

O alto nível de gases na atmosfera faz com que a temperatura da superfície da Terra aumente, o que provoca alterações significativas no clima e favorece eventos climáticos extremos. Dessa forma, o aquecimento global também é apontado como responsável pela alta nos termômetros.

Ambientalistas apontam os combustíveis fósseis como um dos principais vilões pelo aquecimento do planeta. Para eles, a exploração de petróleo, a liberação de gases poluentes oriundo da queima de carvão mineral e o uso de gás natural trazem prejuízos irreversíveis para o mundo inteiro.

A 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudança do Clima (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, caracterizou-se pela discussão em torno da redução dos combustíveis fósseis. No entanto, há um embate entre ambientalistas e representantes da indústria do petróleo.

O balanço global (o Global Stocktake – GST) da COP28 colocou a necessidade de uma “transição” dos combustíveis fósseis para frear o aquecimento global. Mas ainda não há uma análise que demonstre como isso poderá auxiliar na contenção do aumento da temperatura do planeta.

Apesar das discussões para diminuição do uso dos combustíveis fósseis, a expectativa para 2024 no Brasil é que as temperaturas continuem altas.

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