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Eleições 2026Brasil

Caiado diz que Rubio virou “cabo eleitoral” de Lula após tarifaço

Presidenciável afirma que fala do chefe da diplomacia dos EUA favorece discurso de Lula e critica punição aos brasileiros pela sobretaxa

17/07/2026 16:03
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Entrevista com o Governador do Goiás, Ronaldo Caiado no estúdio Metrópoles

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (17/7) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acabou se tornando um “cabo eleitoral” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a decisão de Washington de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante agenda em Santo Ângelo (RS), Caiado criticou a declaração de Rubio sobre as negociações entre Brasil e Estados Unidos e disse que o chefe da diplomacia de Donald Trump, ao atribuir a sobretaxa à postura de Lula, teria fortalecido o discurso político do presidente brasileiro.

“E também a declaração infeliz do Marco Rubio, que, sem dúvida nenhuma, faz com que ele aja como um cabo eleitoral do Lula. Porque, ao dizer que está penalizando o país porque não está tendo uma boa convivência com o presidente, ele está deixando de olhar para 215 milhões de brasileiros”, afirmou Caiado.

A declaração de Rubio foi publicada após o anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O secretário de Estado norte-americano afirmou que Lula “não negociou de boa-fé” e que o presidente brasileiro teria colocado “seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
Presidente Lula
Ronaldo Caiado é pré-candidato pelo PSD
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Ronaldo Caiado é pré-candidato pelo PSD

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Molly Riley/The White House via Getty Images
Presidente Lula
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Presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR

Para Caiado, divergências entre governos não podem resultar em prejuízos econômicos para a população.

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“O Brasil que trabalha e produz não pode sofrer dessas penalizações”, disse o pré-candidato, que também afirmou que o episódio pode ser usado por Lula para reforçar uma narrativa de defesa da soberania nacional.

Apesar das críticas a Rubio, Caiado também voltou a responsabilizar Lula pelo agravamento da crise comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, o presidente brasileiro teria interesse político no confronto com Donald Trump.

“O Lula quer o tarifaço, ele quer a briga com Trump de toda maneira. É isso que está motivando desde que entrou na Presidência: essa provocação diária para ele poder querer achar que agora vai dar uma de patriota”, afirmou.


Tarifa de 25%

  • A nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor na próxima quarta-feira (22/7).
  • A sobretaxa será aplicada além das alíquotas já existentes e poderá elevar, por exemplo, um produto que paga atualmente 5% de imposto de importação para uma cobrança total de 30%.
  • A medida prevê uma regra de transição para mercadorias já embarcadas antes da data de início da cobrança.
  • Esses produtos poderão ficar isentos da sobretaxa caso entrem nos Estados Unidos até 29 de julho.
  • Entre os itens excluídos da nova tarifa estão aeronaves civis e componentes aeronáuticos, café solúvel sem sabor, mel orgânico, ferro-gusa, determinados pescados, couros e peles, obras de arte, antiguidades, roupas usadas, resíduos com metais preciosos e alguns produtos farmacêuticos.
  • Por outro lado, pedidos de isenção apresentados por setores como máquinas agrícolas, calçados, equipamentos elétricos, papel, aço, açúcar orgânico e outros bens manufaturados foram rejeitados.

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Caiado já havia criticado Rubio na quinta-feira (16/7), quando classificou a fala do secretário como “infeliz”. Na ocasião, afirmou que a decisão dos Estados Unidos não deveria penalizar os brasileiros por divergências entre governos.

O pré-candidato também atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve nos Estados Unidos buscando negociar o adiamento das tarifas. Para Caiado, o parlamentar teria defendido apenas postergar a medida para depois das eleições, e não sua suspensão.

“Foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar”, escreveu Caiado nas redes sociais.