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Brasil

Caged: Brasil cria 165,8 mil empregos com carteira assinada em agosto

Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta terça-feira

29/09/2026 14:36, atualizado 29/09/2026 15:04
Rafaela Felicciano/Metrópoles
carteira de trabalho

O Brasil criou 165,827 mil novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em agosto deste ano, segundo dados divulgados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta terça-feira (29/9) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No mês passado, foram registradas 55,9 mil novas vagas. Já com relação ao ano anterior, o saldo do mês de agosto foi de 154,6 mil vagas.

O saldo do mês é decorrente de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Do total, 73,5% dos postos foram considerados típicos, e 26,5% não típicos, com destaque para trabalhos com 30 horas ou menos e para aprendizes.

De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, com a Medida Provisória (MP) das bets, é provável que o mercado de trabalho fique mais aquecido e mais vagas sejam abertas em decorrência da injeção de valores monetários, que antes eram destinados ao jogo, em diversos setores da economia, o que deve movimentar principalmente os setores de comércio e serviços.

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No acumulado do ano, foram 1,1 milhão de vagas, o pior resultado desde 2020, quando o país passou pela pandemia da Covid-19.

No mês, os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.

Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços, com criação de mais 110.346 postos; puxado pelos grupos de educação, saúde e transportes;
  • Construção Civil, com saldo positivo de 20.848 postos; puxada por obras de infraestrutura;
  • Agropecuária, com saldo positivo de 1.452 postos; impulsionados pelo cultivo de melão, laranja e cana-de-açúcar;
  • Indústria, com saldo positivo de 16.613 postos; puxado pela fabricação de produtos alimentícios;
  • Comércio, com saldo positivo de 16.656 postos; puxado pelo comércio e reparação de veículos automotores.

Grupos populacionais

Sobre os grupos populacionais, em agosto, o saldo foi mais favorável para as mulheres com a criação de 83 mil vagas, do que para os homens, com mais 81 mil vagas.

No mês, houve crescimento em 24 unidades da federação (UF), com destaque para Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte.

As UFs com maiores saldos são:

  • Paraíba, alta de 1,59%;
  • Amapá, alta de 1,38%;
  • Rio Grande do Norte, alta de 0,92%.

Já as com menores saldos são:

  • Rondônia, queda de 0,31%;
  • Rio Grande do Sul, queda de 0,06%;
  • Espírito Santo, queda de 0,03%.

Salário médio

O salário médio real em agosto foi de R$ 2.410,74 com redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação ao valor de julho de 2026, de R$ 2.411,48. Enquanto na comparação com agosto do ano passado, houve aumento real de R$ 24,31 (1,02%).

Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.475 (2,7% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 1.958,41 (18,8% menor que o valor médio).