Caged: Brasil cria 165,8 mil empregos com carteira assinada em agosto
Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta terça-feira

O Brasil criou 165,827 mil novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em agosto deste ano, segundo dados divulgados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta terça-feira (29/9) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No mês passado, foram registradas 55,9 mil novas vagas. Já com relação ao ano anterior, o saldo do mês de agosto foi de 154,6 mil vagas.
O saldo do mês é decorrente de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Do total, 73,5% dos postos foram considerados típicos, e 26,5% não típicos, com destaque para trabalhos com 30 horas ou menos e para aprendizes.
De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, com a Medida Provisória (MP) das bets, é provável que o mercado de trabalho fique mais aquecido e mais vagas sejam abertas em decorrência da injeção de valores monetários, que antes eram destinados ao jogo, em diversos setores da economia, o que deve movimentar principalmente os setores de comércio e serviços.
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Ver todasNo acumulado do ano, foram 1,1 milhão de vagas, o pior resultado desde 2020, quando o país passou pela pandemia da Covid-19.
No mês, os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.
Confira a variação de cada atividade econômica:
- Serviços, com criação de mais 110.346 postos; puxado pelos grupos de educação, saúde e transportes;
- Construção Civil, com saldo positivo de 20.848 postos; puxada por obras de infraestrutura;
- Agropecuária, com saldo positivo de 1.452 postos; impulsionados pelo cultivo de melão, laranja e cana-de-açúcar;
- Indústria, com saldo positivo de 16.613 postos; puxado pela fabricação de produtos alimentícios;
- Comércio, com saldo positivo de 16.656 postos; puxado pelo comércio e reparação de veículos automotores.
Grupos populacionais
Sobre os grupos populacionais, em agosto, o saldo foi mais favorável para as mulheres com a criação de 83 mil vagas, do que para os homens, com mais 81 mil vagas.
No mês, houve crescimento em 24 unidades da federação (UF), com destaque para Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte.
As UFs com maiores saldos são:
- Paraíba, alta de 1,59%;
- Amapá, alta de 1,38%;
- Rio Grande do Norte, alta de 0,92%.
Já as com menores saldos são:
- Rondônia, queda de 0,31%;
- Rio Grande do Sul, queda de 0,06%;
- Espírito Santo, queda de 0,03%.
Salário médio
O salário médio real em agosto foi de R$ 2.410,74 com redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação ao valor de julho de 2026, de R$ 2.411,48. Enquanto na comparação com agosto do ano passado, houve aumento real de R$ 24,31 (1,02%).
Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.475 (2,7% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 1.958,41 (18,8% menor que o valor médio).



