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Brasil

Caged: Brasil cria 145,1 mil empregos com carteira assinada em junho

Dados foram divulgados Ministério do Trabalho e Emprego no Caged e, apesar de positivo, número é o pior resultado para o mês desde 2020

29/07/2026 15:03, atualizado 29/07/2026 15:38
Felipe Menezes/Metrópoles
carteira de trabalho

O Brasil criou 145.161 mil novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em junho deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29/7) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apesar do resultado positivo, o número foi o mais baixo registrado para o mês desde 2020.

Em junho de 2020, o Brasil fechou 53.381 vagas de emprego formais, resultado que foi impulsionado pela primeira onda da pandemia de Covid-19. Na avaliação de Luiz Marinho, ministro do Emprego e Trabalho, os números deste ano são um resultado das guerras em curso no mundo e da política tarifária de Donald Trump.

“Os resultados correspondem a uma sequência de acontecimentos, primeiro com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que criou problemas na economia global, depois a guerra no Irã que trouxe consequências ao Brasil e agravando a questão dos fertilizantes e o petróleo […], e agora o tarifaço e a bagunça causada por Donald Trump”, disse.

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Queda no 1º semestre

Embora os números deste mês mostrem uma recuperação na comparação com os últimos dois meses, o acumulado do primeiro semestre deste ano acompanha uma tendência de queda na criação de empregos formais no Brasil.

Criação empregos formais janeiro a junho

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  • 2020: redução de 1.398.484 empregos;
  • 2021: 1.481.680 novos postos;
  • 2022: 1.388.564 novos postos;
  • 2023: 1.031.593 novos postos;
  • 2024: 1.301.411 novos postos;
  • 2025: 1.229.107 novos postos;
  • 2026: 921.645 novos postos.

Ainda na avaliação do ministro, os resultados deste mês e deste semestre divulgados pelo novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), são ainda “positivos”, quando se leva em consideração “as consequências da guerra, das tarifas e os juros que estamos praticando”. Embora a perspectiva seja de desaceleração para os próximos meses.

Caged: resultado empregos em junho

O saldo do mês é decorrente de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. Do total, 77,3% dos postos foram considerados típicos, e 14,6% não típicos — classificação utilizada pela pasta para se referir a trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30h.

No mês, todos os cinco agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.

Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços, com criação de mais 74.514 postos;
  • Agropecuária, com 22.898 postos;
  • Comércio, com 19.177 postos;
  • Construção Civil, com saldo positivo de 14.136 postos;
  • Indústria, com saldo positivo de 14.438 postos.

Grupos populacionais

Sobre os grupos populacionais, em junho, o saldo foi mais favorável para as mulheres com a criação de 72.592 mil vagas, do que para os homens, com mais 72.569 vagas. Neste mês, houve crescimento em 24 unidades da federação (UF), com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

As UFs com maiores saldos são:

São Paulo, com mais 34.981 postos;
Minas Gerais, com mais 20.805 postos;
Rio de Janeiro, com mais 16.856 postos.

Já as com menores saldos são:

Espírito Santo, com menos 2.259 postos;
Tocantins, com menos 135 postos;
Rondônia, com saldo de apenas 1.396 postos.

Salário médio

O salário médio real em junho foi de R$ 2.507,07. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.446,27, enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 2.101,51.