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Brasil

Caged: Brasil cria 72,9 mil empregos com carteira assinada em maio

Dados foram divulgados nesta terça (30/6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

30/06/2026 14:16, atualizado 30/06/2026 14:26
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Felipe Menezes/Metrópoles
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O Brasil criou 72,9 novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em maio, segundo mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (30/6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado é o menor para o mês de maio desde 2020, período da pandemia da Covid-19. Com relação ao acumulado do ano, os novos postos de trabalho somam 767 mil, também o menor desde 2020.

O saldo do mês é decorrente de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Do total, 54,1% dos postos foram considerados típicos, e 45,9% não típicos, com destaque para trabalhos com 30 horas ou menos e para aprendizes.

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No mês, os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.


Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços, com criação de mais 45.655 postos; puxado pelos grupos de saúde, transporte e atividades administrativas;
  • Construção Civil, com saldo positivo de 12.096  postos; puxada por obras de infraestrutura;
  • Agropecuária, com saldo positivo de 10.096 postos; impulsionados pelo cultivo de café, laranja e cana-de-açúcar.
  • Indústria, com saldo positivo de 4.974 postos; puxado pela fabricação de veículos automotores;
  • Comércio, com saldo positivo de apenas 40 postos; puxado pelo comércio e reparação de veículos automotores.

Grupos populacionais

Sobre os grupos populacionais, em maio, o saldo foi mais favorável para as mulheres com a criação de 51 mil vagas, do que para os homens, com mais 21 mil vagas.

No mês, houve crescimento em 22 unidades da federação (UF), com destaque para Espírito Santo, Acre e Piauí.

As UFs com maiores saldos são:

Espírito Santo, alta de 1,02%;
Acre, alta de 0,77%;
Piauí, alta de 0,53%.

Já as com menores saldos são:

Tocantins, queda de 0,32%;
Rio Grande do Sul, queda de 0,2%;
Goiás, queda de 0,17%.

Salário médio

O salário médio real em abril foi de R$ 2.384,10 com redução de R$ 17,97 (-0,75%) em relação ao valor de abril de 2026, de R$ 2.402,07. Enquanto na comparação com maio do ano passado, houve aumento real de R$ 35,98 (1,8%).

Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.428,13 (1,85% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 2.055,88 (13,77% menor que o valor médio).