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Brasil

Caged: Brasil cria 58,6 mil empregos com carteira assinada em julho

Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Caged desta sexta-feira (28/8). É o pior resultado desde 2020

28/08/2026 14:28, atualizado 28/08/2026 15:21
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Imagem de carteira de trabalho digital

O Brasil criou 58.568 vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em julho deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28/8) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado é o pior para o mês desde 2020, que é o ano de início da série histórica na atual metodologia.

No mês, pesou negativamente para o resultado o atual momento do varejo no Brasil, que enfrenta declínio nos negócios. Um dos exemplos é o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia.

O saldo do mês é decorrente de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Do total, 95,1% dos postos foram considerados típicos, e 4,9%, não típicos — classificação utilizada pela pasta para se referir aos trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30h.

Em julho de 2020, houve a criação de 108.514 vagas de emprego formal. No ano passado, o incremento foi de 133.932 e, como em julho de agora foram 58.568, há uma queda de 56,3% entre os dois resultados.

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No mês, quatro dos cinco agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.

Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços, com criação de mais 24.098 postos;
  • Agropecuária, com 12.523 postos;
  • Comércio, com saldo negativo de 2.056 postos;
  • Construção Civil, com saldo positivo de 12.691 postos;
  • Indústria, com saldo positivo de 11.315 postos.

O ministro substituto, Chico Macena, considera que a perda de vagas no varejo brasileiro tem relação com os juros “elevados”, um reposicionamento dos investimentos das companhias e também com o crescimento das lojas virtuais.

“Você tem um direcionamento cada vez maior, o crescimento das lojas on-line, isso é apontado. Tanto é que a gente recebe no Ministério do Trabalho e Emprego, demandas desse setor para a intermediação de empregabilidade, porque tem aumentado o setor das lojas virtuais”, avaliou Macena em entrevista coletiva nesta sexta.

Grupos populacionais

Sobre os grupos populacionais, em julho, o saldo foi mais favorável para os homens com a criação de 38.085 mil vagas, do que para as mulheres, com mais 20.483 vagas. Neste mês, houve crescimento em 22 unidades da federação (UF), com destaque para Amazonas (+0,63%), Mato Grosso (+0,59%) e Piauí (+0,52%) em âmbito proporcional.

As UFs com maiores saldos em número absoluto são:

  • São Paulo, com mais 34.981 postos;
  • Mato Grosso, com mais 5.766 postos;
  • Minas Gerais, com mais 5.199 postos.

Já as com menores saldos são:

  • Espírito Santo, com menos 2.605 postos;
  • Rio Grande do Sul, com 903 postos;
  • Tocantins, com menos 366 postos.

Salário médio

O salário médio real de admissão em julho foi de R$ 2.419,23. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.456,27, enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 2.142,12.