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Brasil

Butantan diz que espessura de agulha deve ser indicada pela Saúde

Segundo o instituto, é possível retirar "doses extras" de cada ampola de vacina

29/01/2021 12:24, atualizado 29/01/2021 12:32
Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Socorristas e enfermeiras do Samu, tomam vacina contra a covid-19 em sao paulo 16

O Instituto Butantan, que produz a vacina Coronavac no Brasil, informou, por meio de assessoria de imprensa, que a espessura das agulhas para aplicação da substância deve ser definida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).

A informação foi compartilhada nesta sexta-feira (29/1), após a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, afirmar que funcionários do instituto recomendaram o uso de agulhas mais finas para a aplicação.

Segundo a reportagem, o uso da ferramenta com 1 milímetro de espessura evitaria o desperdício do líquido. Enquanto isso, agulhas mais grossas, de 3 milímetros, deixam escapar parte da substância no momento da aplicação.

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Em publicação nas redes sociais na última terça-feira (26/1), o Instituto Butantan explicou que de fato é possível economizar parte do líquido e retirar “doses extras” dos frascos de vacina. Cada vidro comporta 10 doses, mas “seguindo as boas práticas de fabricação”, é possível retirar até duas doses extras, garantindo a vacinação de 12 pessoas com o líquido de uma só ampola.

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“Utilizando com cuidado, é possível ganhar mais doses e, assim, salvar mais vidas”, afirma a publicação do Instituto no Instagram.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde disse a aplicação da vacina contra Covid-19 deve ser feita por meio de seringas de plástico descartáveis, “de 1/0 mL, 3,0mL, 5,0mL”. Em relação às agulhas, a recomendação é de que a ferramenta seja descartável para uso intramuscular, nas seguintes medidas: 25 x 6,0 dec/mm; 25 x 7,0 dec/mm; 25 x 8,0 dec/mm e 30 x 7,0 dec/mm

Além disso, a pasta afirmou que orienta gestores e profissionais de todos os estados e do DF sobre os procedimentos adotados nas campanhas de vacinação. ” Foram enviados documentos técnicos com informações sobre os grupos prioritários, contraindicações da vacina, registro da aplicação, entre outras orientações técnicas relevantes”, informou a pasta.

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A vacinação contra a Covid-19 começou em São Paulo, no dia 17 de janeiro, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial de duas vacinas: a Coronavac, produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinvac, e a de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A agência já autorizou o uso emergencial de 10,8 milhões de doses da Coronavac. Todos os estados brasileiros iniciaram campanhas de vacinação.

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Chegada do primeiro lote da Coronavac, em novembro do ano passado, foi de 120 mil doses
Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de novembro
O lote saiu da China no dia 16 de novembro
Os imunizantes seguiram, com escolta, para o Instituto Butantan
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas

Governo de São Paulo/Divulgação
Chegada do primeiro lote da Coronavac, em novembro do ano passado, foi de 120 mil doses
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Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de novembro
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