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Insumos para produção da Coronavac parados na China preocupam Butantan

Segundo Dimas Covas, o Instituto aguarda, no momento, a liberação de cerca de 5 mil litros da matéria-prima

Ana Saito18/01/2021 15:20
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Fábio Vieira/Metrópoles
O diretor do Instituto Butantan Dimas Covas, em coletiva de imprensa no palácio dos Bandeirantes

São Paulo – O Instituto Butantan aguarda a liberação de insumos por autoridades chinesas para seguir com a produção da Coronavac. Segundo o diretor, Dimas Covas, no momento, são cerca 5 mil litros da matéria-prima que estão parados na China. Até o fim do mês, a expectativa é um que novo lote com o volume próximo ao primeiro chegue ao país.

Como cada litro da matéria-prima pode resultar em 1 milhão de doses, o instituto prevê envasar cerca de 11 milhões de doses com a chegada do insumo. O Butantan recebeu 6 milhões de doses prontas vindas da China, que tiveram autorização para uso emergencial nesse domingo (17/1) pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesta segunda-feira, o instituto fez um novo pedido de uso emergencial para mais 4,8 milhões de doses envasadas no país.

“Os 4 milhões já estão prontos, mas tem em andamento mais um lote, que pode ser terminado na quarta-feira [20/1], totalizando os 4,8 milhões. Preocupa, sim, a chegada da matéria-prima, para não parar o processo de produção. Se chegar antes do fim do mês, manteremos o cronograma de entrega de vacinas”, disse.

Covas lembra que a capacidade de produção do Butantan é de um 1 milhão de doses por dia, que foi atingida nesse momento com a matéria-prima disponível. “Precisamos agora do adicional. O contrato é de 46 milhões, sendo que 6 milhões foram entregues ontem. Portanto, ainda temos que cumprir 40 milhões”, afirmou.

Segundo o diretor do Butantan, há dificuldades com a autorização do governo chinês, que precisa liberar a exportação da matéria-prima da Sinovac. “A matéria-prima já está disponível desde meados deste mês e agora aguardamos a autorização”, disse o diretor.

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