Perguntas e respostas: tudo sobre a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, que começa nesta segunda

Estados recebem 6 milhões de doses da Coronavac nesta segunda (18/1). Profissionais da saúde, idosos e indígenas são os primeiros da fila

atualizado 18/01/2021 15:07

VacinaçãoHugo Barreto/Metrópoles

Os governos estaduais se prepararam para iniciar a vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira (18/1). As primeiras 6 milhões de doses da Coronavac a serem distribuídas começaram a ser enviadas hoje cedo, a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) começará pelas pessoas consideradas mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus.

O início da vacinação em todo o país estava previsto para quarta-feira (20/1), mas foi antecipado. A decisão foi tomada após o estado de São Paulo dar a largada na vacinação dos profissionais de saúde, no domingo (17/1), logo depois da autorização concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial das vacinas desenvolvidas pelo laboratório chinês Sinovac.

Veja o que se sabe até agora sobre o início da vacinação no Brasil:

Quais vacinas serão aplicadas no país?
A Anvisa aprovou no domingo (17/1) o uso emergencial de 6 milhões de doses da vacina Coronavac, que foram fabricadas na China pela farmacêutica Sinovac Biontech. A farmacêutica tem parceria com o Instituto Butantan de São Paulo. A Anvisa também liberou a aplicação de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, que tem parceria com a Fiocruz, e serão importadas do Instituto Sérum, da Índia, nos próximos dias.

Como será a distribuição das vacinas nos estados?
As vacinas serão distribuídas proporcionalmente entre os estados. Os estados do Centro-Oeste recebem 415.880 de doses; os da região Nordeste, 1.200.560; a região Norte, 296.520; a região Sudeste, 2.493.280, e a região Sul, 681.120.

Para quem estas vacinas serão destinadas?
O Plano Nacional de Imunização prevê a imunização prioritária de 50 milhões de pessoas, divididas em quatro grupos.

A primeira fase é destinada a trabalhadores da saúde, idosos com 75 anos ou mais, população indígena aldeada e idosos com mais de 60 anos que vivem em asilos ou instituições psiquiátricas. As doses que serão distribuídas hoje devem seguir para centros de saúde para serem aplicadas em profissionais da área, que estão na linha de frente de combate à Covid-19.

A vacina é gratuita?
Sim. As duas vacinas aprovadas pela Anvisa foram incorporadas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) e estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) do país.

Onde ela será aplicada?
Neste primeiro momento, por serem em número muito limitado, os profissionais de saúde serão priorizados. Em seguida, quando o país tiver acesso a mais vacinas, começará a campanha de vacinação com as fórmulas sendo distribuídas nas 38 mil salas de vacinação do país. A orientação das autoridades sanitárias é que as pessoas verifiquem no sistema de saúde da cidade onde vivem quando será a distribuição.

Quais documentos serão exigidos na vacinação?
Até agora, está definido que, quando a vacinação for iniciada, o cidadão deverá levar um documento que comprove ser pertencente a um dos grupos prioritários. Não se sabe se haverá agendamentos – isso, possivelmente, será definido por cada unidade federativa.

Para acelerar a fila, o Ministério da Saúde recomenda que a população faça o cadastro no aplicativo Conecta SUS Cidadão e gere o QR Code antes de ir até um posto de saúde.

No entanto, todas as pessoas dos grupos prioritários poderão receber a vacina ao apresentar um documento com o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou a Carteira Nacional de Saúde (CNS).

Devo ir até um posto de saúde hoje?
Não. Os governos estaduais e municipais serão os responsáveis por fazer o agendamento da vacinação dos grupos prioritários. As pessoas que compõem o primeiro grupo vão receber o imunizante nos locais onde trabalham ou vivem.

As pessoas que receberem a vacina estarão imunizadas em quanto tempo?
As vacinas do Butantan e da Fiocruz têm tempos de resposta imunológica distintos. Em geral, a imunidade é garantida a partir de duas a três semanas.

Por isso, é importante que todos continuem a seguir as medidas preventivas como o uso de máscara, o distanciamento mínimo de 1,5 metro e a correta higienização das mãos até que a imunização seja concluída.

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