Brasil doará 40 toneladas de insumos para Venezuela após ataque
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma avião venezuelano pegará os insumos em Guarulhos na manhã de sexta-feira (9/1)
atualizado
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O Brasil vai doar cerca de 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares à Venezuela em resposta aos danos provocados pelo ataque dos Estados Unidos ao país no último sábado (3/1). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, um avião venezuelano fará a retirada da carga em Guarulhos (SP), na manhã de sexta-feira (9/1), por volta das 7h30.
De acordo com o ministro, o material reúne soluções fisiológicas, insumos para diálise e outros itens essenciais para o atendimento de pacientes em situação crítica. Os produtos foram organizados pelo Ministério da Saúde junto com doações de hospitais universitários federais, unidades públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e hospitais filantrópicos conveniados.
Padilha afirmou que a operação conseguiu reunir cerca de 300 toneladas de produtos. O avião venezuelano, contudo, tem capacidade de transportar apenas as 40 toneladas, previstas para serem captadas nesta sexta-feira (9/1).
“O papel do Ministério da Saúde foi mobilizar essas doações de hospitais universitários do SUS, de hospitais filantrópicos que precisam do SUS, sem afetar em nada o tratamento de cerca de 170 mil brasileiros que fazem diálise pelo SUS. Esse avião que chega tem capacidade para 40 toneladas. Então, vai recolher os produtos definidos como prioridades por eles”, disse o ministro.
Segundo Padilha, a ajuda tem caráter humanitário. “Fazemos isso porque existe o que nós chamamos de solidariedade sanitária nas saúdes. Tem que estar sempre junto, trabalhando junto, ainda mais quando a gente fala de um país vizinho” afirmou.
A ajuda ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária na Venezuela, após um ataque dos EUA que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que serão julgados no país norte-americano.
Em relação ao reforço no atendimento na fronteira, o ministro destacou que até o momento não houve necessidade de ampliação das equipes do Ministério da Saúde. Há, atualmente, cerca de 40 profissionais da saúde que atuam no local e as autoridades seguem fazendo acompanhamento diário das demandas.
