Após ataque dos EUA, Brasil enviará insumos médicos para a Venezuela

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, envio de insumos e medicamentos não afetará pacientes do SUS

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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles
1 de 1 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está mobilizando esforços para enviar insumos e medicamentos voltados para o tratamento de pacientes que precisam de diálise na Venezuela. A medida ocorre após o principal centro de distribuição de insumos do país ser alvo de bombardeios comandados dos Estados Unidos à cidade de Guaíra no último final de semana.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, solicitou ajuda ao Brasil para auxiliar na crise de desabastecimento que atingiu o país vizinho. Ainda segundo o titular da Saúde, as doações não afetarão o serviço de diálise oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não estamos falando [do envio] de máquinas de hemodiálise, nem de profissionais para isso, não afetando em nada a estrutura de mais de 170 mil pacientes que fazem diálise no SUS aqui no Brasil. Apenas insumos para ajudar o sistema de saúde, o povo da Venezuela, a enfrentar essa crise em função do bombardeio de seu principal centro de distribuição”, afirmou o Padilha a jornalistas, nesta quarta-feira (7/1).

Segundo o ministro, a Venezuela possui em torno de 16 mil pacientes que necessitam do tratamento — o que equivale a cerca de 10% do público atendido pelo SUS. Padilha afirmou que a ajuda ao país vizinho trata-se de uma “questão humanitária” e lembrou da ajuda venezuelana quando houve a crise da falta de oxigênio em Manaus na pandemia de Covid-19.

Em relação ao reforço no atendimento na fronteira, o ministro destacou que até o momento não houve aumento no fluxo migratório que justificasse uma ampliação da infraestrutura de saúde na região. Mas, caso haja necessidade, a pasta está preparada. “O Ministério da Saúde está pronto e em absoluta prontidão”, garantiu.

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