Brasil cobra apuração “independente” após novo ataque de Israel a Gaza

Nesta semana, novo ataque de Israel contra o território palestino deixou mais de 30 mortos e outros 150 feridos

atualizado

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Dezenas de milhares de palestinos, deslocados pelas forças israelenses, retornam para suas casas pela rua Al-Rashid, na faixa costeira, após o acordo de cessar-fogo na cidade de Gaza - Metrópoles
1 de 1 Dezenas de milhares de palestinos, deslocados pelas forças israelenses, retornam para suas casas pela rua Al-Rashid, na faixa costeira, após o acordo de cessar-fogo na cidade de Gaza - Metrópoles - Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitiu uma nota, nesta quarta-feira (4/6), na qual pede investigação independente a respeito dos ataques recentes de Israel contra a Faixa de Gaza. O governo brasileiro também voltou a criticar a ação militar israelense no território palestino.

No domingo (1º/6), um ataque israelense nas proximidades de um centro de distribuição de ajuda humanitária deixou mais de 30 mortos e outras 150 pessoas feridas. As informações são do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, administrada pelo Hamas.

“O governo brasileiro condena os ataques israelenses contra a Palestina nos últimos dias, os quais deixaram, mais uma vez, centenas de civis mortos e feridos. Apenas nas últimas 24 horas, foram registradas 95 mortes no território palestino”, destacou o governo brasileiro.

“Uso da fome como arma de guerra”

O Itamaraty pontuou que são “inaceitáveis” o uso da fome como uma arma de guerra. Conforme informações da Organização das Nações Unidas (ONU), Israel tem autorizado apenas a entrada de um número limitado de caminhões com farinha no território palestino, além de outros suprimentos, como itens médicos e alimentos para bebês.

“O Brasil exorta à realização de investigação célere e independente acerca das circunstâncias em torno de ataques, com dezenas de mortes, em centros de distribuição de ajuda humanitária. São absolutamente inaceitáveis o uso da fome como arma de guerra e o emprego da violência contra civis em busca de alimentos”, indicou o Ministério das Relações Exteriores.

Lula fala em “vitimismo” de Israel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante entrevista reafirmou que o que está acontecendo na Faixa de Gaza “não é uma guerra. É um exército matando mulheres e crianças”.

“E vem dizer que é antissemitismo? Precisa parar com esse vitimismo. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é um genocídio, é a morte de mulheres e crianças que não estão participando da guerra”, disse o chefe do Palácio do Planalto.

O governo brasileiro tem defendido, em diferentes momentos, o fim do conflito na Faixa de Gaza com a criação de um Estado palestino. Para Lula, o que acontece no território é um “genocídio”. Essa defesa foi reforçada na nota do MRE divulgada nesta quarta:

“O governo brasileiro reitera seu apelo pela cessação imediata dos ataques israelenses contra a Palestina e sua população civil, incluindo mulheres, idosos e crianças. Defende, nesse contexto, em cumprimento ao Direito Internacional, a retirada completa das forças israelenses da Palestina ocupada, levantamento das restrições à entrada e à distribuição de ajuda humanitária no território e libertação dos reféns remanescentes”, diz o texto.

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