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Brasil

Lula diz que Israel "precisa parar com vitimismo" na guerra em Gaza

O presidente destacou que o "que está acontecendo em Gaza não é uma guerra. É um exército matando mulheres e crianças"

, Repórter de Brasil03/06/2025 12:32, atualizado 03/06/2025 13:26
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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Foto colorida do presidente Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (3/6), reafirmou que o que está acontecendo na Faixa de Gaza “não é uma guerra. É um exército matando mulheres e crianças”.

“E vem dizer que é antissemitismo? Precisa parar com esse vitimismo. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é um genocídio, é a morte de mulheres e crianças que não estão participando de guerra”, afirmou o presidente.

A declaração ocorre um dia após a Embaixada de Israel divulgar uma nota que rebate críticas de Lula às ações na Faixa de Gaza. Durante a entrevista, Lula relembrou a cena de duas crianças que estavam carregando farinha para comer e que foram mortas.

“Possivelmente, todas as pessoas de bom senso no mundo, inclusive gente do povo de Israel e vocês, devem ter lido uma carta do ex-primeiro-ministro de Israel, criticando que não é mais uma guerra e que é um genocídio. Você já viu carta de mil militares anunciando que aqui não é mais guerra, e é um genocídio. Você não pode dar pretexto de alguém matar mulheres e crianças, deixar crianças com fome”, afirmou o presidente.

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Presidente Lula conversa com a imprensa no Palácio do Planalto
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Lula destacou que é “exatamente por conta do que o povo judeu sofreu na sua história, que o governo de Israel deveria ter bom senso e humanismo no trato com o povo palestino. Eles se comportam como se o povo palestino fosse cidadão de segunda classe e nós temos dito há muito tempo: o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado palestino aqui na América do Sul”.

“Volto a reafirmar: só haverá paz quando a gente tiver consciência que o palestino tem direito ao seu Estado, à terra demarcada, aquele acordo de 1967 que o governo de Israel não quer deixar que seja cumprido e todo dia manda gente atacar o território palestino, inclusive, tentando atacar a Cisjordânia pra agredir produtores rurais, palestinos, é isso”, disse o presidente.

Subindo o tom contra o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Lula afirmou que a guerra “é a decisão de um governo que nem o povo judeu quer. Então, não dá, como ser humano, não é nem como presidente da República do Brasil, é como ser humano, não dá para aceitar isso como se fosse uma guerra normal”.

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