Boulos: “Responsabilidade fiscal não pode ser irresponsabilidade social”

Candidatos a prefeito de São Paulo são entrevistados pela bancada do Roda Viva na noite desta segunda-feira (23/11)

atualizado 23/11/2020 23:54

Guilherme BoulosReprodução

São Paulo – O candidato do PSol a prefeito da capital paulista, Guilherme Boulos, disse na noite desta segunda-feira (23/11) que, se eleito, não vai “implodir” o orçamento” municipal, mas entende que “responsabilidade fiscal não pode significar irresponsabilidade social”.

Boulos e seu adversário Bruno Covas (PSDB) são os entrevistados na bancada do programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda.

Os entrevistadores questionaram bastante as ideias do psolista para a economia. Recentemente, Boulos se enrolou em sabatina ao dizer que iria combater o déficit da Previdência contratando mais servidores. Perguntado sobre o assunto, Boulos disse que se expressou mal.

“Reconheço a inexatidão da forma como me expressei”, afirmou. “Mas defendo sim a realização de concurso para cargos que hoje são terceirizados e custam mais”, completou.

Sobre o déficit da Previdência municipal, Boulos admitiu que ele existe, mas disse que o valor está estável em R$ 5 bilhões.

“Existe um déficit estável e a aposentadoria é um direito. Tivemos uma reforma da Previdência ano passado no país, vamos fazer outra? Vamos fazer todo ano? Se você entende Previdência como direito, isso é parte do custo, tem que ser parte do orçamento”, defendeu ele.

 

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Para o psolista, deixar de tratar a política como “uma discussão só de entendidos, quando não fonte de esquemas pra carreirismos e ganhos individuais” é o que dá força à sua campanha.

“Muita gente se desencantou da política e deu no que deu em 2018. Mas estamos discutindo valores, solidariedade, humanidade. Estamos trazendo temas que estavam fora da política”, defendeu.

Radicalismo

Boulos também foi questionado sobre seu histórico como líder do movimento Sem Teto e a participação em um ato que terminou em vandalismo no prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “Eu não defendo nenhuma forma de violência”, disse o candidato. Ele disse, porém, que não é certo comparar a violência eventual em um protesto à violência estrutural contra minorias.

“Neste fim de semana, militantes do movimento negro em alguns lugares fizeram danos a fachadas de lojas do Carrefour. E embora eu condene a violência, mas não tem comparação possível entre o ato que motivou a indignação da pessoa e o ato do protesto”, disse ele, sobre o assassinato de um homem negro, o gaúcho João Alberto Freitas, por seguranças de uma loja do Carrefour na semana passada.

Veja a íntegra do Roda Viva da noite desta segunda, com Bruno Covas e Guilherme Boulos, candidatos a prefeitos de São Paulo:

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