Bolsonaro volta a apresentar soluços intensos e alteração na pressão
Crises intensas de soluço e alterações na pressão ocorrem após Bolsonaro realizar cirurgia no ombro direito
atualizado
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De acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira (8/5), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar crises intensas de soluço e alterações na pressão arterial. Bolsonaro ficou internado no último fim de semana após passar por uma cirurgia reparadora no manguito rotador direito.
Segundo o documento, após receber alta hospitalar na última segunda-feira (4/5), o ex-presidente apresentou melhora no quadro de dor, mas passou a ter “soluços intensos e prolongados”, atribuídos a uma possível irritação no nervo frênico — responsável pelo controle da respiração e dos movimentos do diafragma —, além de oscilações na pressão arterial.
O médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento da saúde de Bolsonaro, informou que foi necessário realizar ajustes terapêuticos e intensificar as medicações específicas. “Foi iniciada fisioterapia motora leve e progressiva”, informou ele.
O boletim faz parte dos relatórios médicos periódicos, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em cumprimento às determinações da prisão domiciliar humanitária.
Cirurgia no ombro
Bolsonaro foi submetido a um procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas por via artroscópica.
A cirurgia, que durou cerca de 5 horas, teve início durante a manhã da última sexta-feira (1°/5) e foi finalizada na tarde do mesmo dia. De acordo com os médicos, a previsão de recuperação completa varia entre seis e nove meses.
A alta médica aconteceu dois dias depois, na segunda (4/5). A intervenção cirúrgica foi a segunda realizada pelo ex-presidente desde agosto, quando o STF determinou sua prisão domiciliar.
Ao todo, Bolsonaro já contabiliza oito internações recentes, sendo a anterior motivada por um quadro de broncopneumonia bacteriana, em fevereiro.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, em regime inicialmente fechado, ele cumpre prisão domiciliar, por um prazo inicial de 90 dias, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
