Bolsonaro só vai aprovar a Previdência porque o “MDB pautou antes”, diz Jucá

Segundo o ex-senador, o PSL, partido de Jair Bolsonaro, é um "ajuntamento" de pessoas

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/10/2019 12:31

O ex-presidente do MDB, Romero Jucá (RR), que entrega o posto neste domingo (06/10/2019) ao deputado Baleia Rossi (SP), disse ao Metrópoles que a reforma da Previdência só será aprovada no Congresso Nacional porque, inicialmente, ela foi idealizada pelo ex-presidente da República Michel Temer, do MDB.

“A reforma da Previdência foi pautada pelo MDB. Foi Temer que colocou, levando muita pancada, mas tendo visão do futuro, que a reforma era necessária. O governo Bolsonaro aprovou a Previdência porque o MDB pautou, discutiu e amadureceu esse processo”, disse.

Ao Metrópoles, Jucá disse não estar ofendido pelo discurso de afastar caciques políticos do poder no partido como maneira de renovar a imagem da sigla. “Ao contrário, eu que encabecei essa renovação, porque acho que o MDB tem que mudar”, concluiu. Ele ficou na presidência da sigla entre 2016 e 2019.

O discurso moderado adotado pela sigla nesta nova fase, para Jucá, é uma maneira “vanguardista” de reconquistar os brasileiros nas eleições de 2020. “Não defendo que tenha que ser de Centro, mas de vanguarda. Tomar algumas posições de direita outras de esquerda, visando a condição de vida do povo”.

O ex-senador aproveitou para cutucar ainda o PSL, sigla de Bolsonaro, que, segundo ele, não tem um projeto estruturado: “O próprio partido do Bolsonaro não é um partido que funciona como partido. É um ajuntamento de pessoas que disputou uma eleição contra o PT”, finalizou.

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