Bolsonaro “forçou” prisão para se passar por vítima, avalia ala do governo

Aliados de Lula consideram que Bolsonaro dobrou a aposta na estratégia de vitimização perante o STF para aproveitar a atenção dos EUA

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro na porta do carro
1 de 1 imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro na porta do carro - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deliberadamente, “forçou” a prisão domiciliar, decretada nesta segunda-feira (4/8) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Para os interlocutores do Planalto, o ex-mandatário tenta reforçar uma posição de vítima em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá atenção especial ao Brasil.

Como descreve essa ala do governo, Bolsonaro sabia que enfrentaria consequências graves caso insistisse no descumprimento de medidas cautelares. Ele foi alertado pelo próprio Moraes que novas infrações não seriam toleradas, após ter discurso reproduzido nas redes de aliados na semana retrasada ao deixar o Congresso. O ex-presidente não poderia usar redes sociais, mesmo através de terceiros.

Após a tensão entre a infração e a decisão de Moraes de apenas alertar para o descumprimento, Bolsonaro afirmou em mais de uma ocasião que não poderia falar, sob risco de prisão. Nesse domingo (3/8), a temeridade sumiu. Ele participou das manifestações da direita através de ligação de vídeo. O discurso foi prontamente reproduzido nas redes sociais de aliados, incluindo a do próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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USP calcula público em manifestação bolsonarista na Avenida Paulista2.png
O deputado Eduardo Bolsonaro participou de ato na Paulista por vídeochamada
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Flávio Bolsonaro
Jair Bolsonaro assistindo às manifestações pró-anistia
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Material cedido ao Metrópoles
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Divulgação/Universidade de São Paulo (USP)
O deputado Eduardo Bolsonaro participou de ato na Paulista por vídeochamada
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Reprodução/Redes Sociais
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Reprodução/ Vídeo
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Michael Melo/Metrópoles
Flávio Bolsonaro
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Flávio Bolsonaro

Reprodução/Vídeo

Para aliados do presidente Lula, Bolsonaro escolheu “antecipar” sua prisão para fazê-lo nos seus termos, após uma manifestação de rua e sem julgamento concluído. Antes, na bolsa de apostas da política, caciques, do PT ao PL, apostavam que somente após a conclusão da análise do inquérito do golpe o STF decidiria pela prisão do ex-presidente.

Ao forçar a decisão de Moraes, essa ala do governo avalia que Bolsonaro tenta aproveitar a atenção dada por Trump ao Brasil. Ao anunciar a taxação de 50% aos produtos brasileiros, o presidente dos Estados Unidos afirmou haver uma “caça às bruxas” contra o aliado brasileiro. Bolsonaristas tentam condicionar a suspensão do tarifaço à anistia ao 8 de Janeiro, além da derrubada dos inquéritos contra o ex-presidente.

Além da taxação, a Casa Branca anunciou sanções individuais ao ministro Alexandre de Moraes, o que animou bolsonaristas. Ao magistrado, foi aplicada a Lei Magnitsky, geralmente direcionada por Washington a ditadores. A medida tem entre as punições previstas o bloqueio de bens e contas no país norte-americano, além da proibição de entrada em território estadunidense.

Novas restrições a Bolsonaro

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de: receber visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e de outras pessoas previamente autorizadas pelo STF; utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens durante as visitas; uso de celular, diretamente ou por intermédio de terceiros; manter contatos com embaixadores e autoridades estrangeiras, bem como de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente por terceiros.

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