Bolsonaro diz que seu ministério é parecido com o do regime militar
Presidente fez uma série de elogios ao regime que instaurou uma ditadura no país por 21 anos. Nesta quinta, o golpe completa 58 anos
atualizado
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez elogios ao regime militar nesta quinta-feira (31/3), data em que se completam 58 anos do golpe que instaurou uma ditadura no país. Ele elogiou os militares Ernesto Geisel, Humberto Castello Branco e Emílio Garrastazu Médici e projetos empreendidos no período.
“O que seria do Brasil sem as obras do governo militar? Não seria nada. Seríamos uma republiqueta”, afirmou o presidente.
“A composição dos ministérios era muito parecida com o meu, não tinha uma negociação política exacerbada. Ia-se no limite”, prosseguiu ele.
O mandatário disse ainda, de forma errônea, que a tomada do poder pelos militares aconteceu “à luz da Constituição de 1946”. Entre o golpe e a subida ao poder de Castelo Branco, em 15 de abril de 1964, foi editado o Ato Institucional número I (AI-5), que transformou a Câmara dos Deputados em um colégio eleitoral, o que não estava previsto na Constituição vigente à época.
Cerimônia de despedida
Por causa da data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para descompatibilização de cargos públicos (2 de abril), no caso de quem quer concorrer às urnas, nove ministros do governo Jair Bolsonaro desembarcaram de suas funções. Seus nomes foram publicados na edição desta quinta do Diário Oficial da União.
Além deles, outros personagens importantes também deixam a Esplanada, como Mario Frias, Sérgio Camargo, Alexandre Ramagem e Jorge Seif.
Depois de formalizadas as trocas, foi realizada no Palácio do Planalto uma cerimônia conjunta de despedida dos ministros-candidatos, que discursaram.
O evento foi prestigiado por um grupo grande de deputados, senadores e apoiadores do presidente. Entre eles, estava o deputado Daniel Silveira (União Brasil-RJ), que ainda não está usando tornozeleira eletrônica, apesar de determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Silveira recentemente voltou atacar ministros da Corte durante eventos do qual participou após ter deixado a prisão, em novembro do ano passado.



















