Bolsonaro diz que seu ministério é parecido com o do regime militar

Presidente fez uma série de elogios ao regime que instaurou uma ditadura no país por 21 anos. Nesta quinta, o golpe completa 58 anos

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Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra militares
1 de 1 Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra militares - Foto: Michael Melo/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez elogios ao regime militar nesta quinta-feira (31/3), data em que se completam 58 anos do golpe que instaurou uma ditadura no país. Ele elogiou os militares  Ernesto Geisel, Humberto Castello Branco e Emílio Garrastazu Médici e projetos empreendidos no período.

“O que seria do Brasil sem as obras do governo militar? Não seria nada. Seríamos uma republiqueta”, afirmou o presidente.

“A composição dos ministérios era muito parecida com o meu, não tinha uma negociação política exacerbada. Ia-se no limite”, prosseguiu ele.

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Deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) participou da cerimônia
Presidente Jair Bolsonaro (PL), primeira-dama Michelle Bolsonaro, vice-presidente Hamilton Mourão e ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira
Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e substituto, Marcelo Sampaio Cunha Filho, atual secretário-executivo da pasta
Ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e substituto, Marcos Montes, atual secretário-executivo da pasta
Ex-ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e substituto, Célio Faria Júnior, atual chefe de gabinete do presidente Jair Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro, em cerimônia de despedida dos ministros de Estado que deixarão o governo para disputar as eleições deste ano
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, em cerimônia de despedida dos ministros de Estado que deixarão o governo para disputar as eleições deste ano

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Deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) participou da cerimônia
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Deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) participou da cerimônia

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Presidente Jair Bolsonaro (PL), primeira-dama Michelle Bolsonaro, vice-presidente Hamilton Mourão e ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira
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Presidente Jair Bolsonaro (PL), primeira-dama Michelle Bolsonaro, vice-presidente Hamilton Mourão e ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira

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Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e substituto, Marcelo Sampaio Cunha Filho, atual secretário-executivo da pasta
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Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e substituto, Marcelo Sampaio Cunha Filho, atual secretário-executivo da pasta

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Ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e substituto, Marcos Montes, atual secretário-executivo da pasta
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Ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e substituto, Marcos Montes, atual secretário-executivo da pasta

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Ex-ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e substituto, Célio Faria Júnior, atual chefe de gabinete do presidente Jair Bolsonaro
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Ex-ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e substituto, Célio Faria Júnior, atual chefe de gabinete do presidente Jair Bolsonaro

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Ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e substituta, Cristiane Britto, atual secretária nacional de Políticas para Mulheres
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Ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e substituta, Cristiane Britto, atual secretária nacional de Políticas para Mulheres

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Ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e substituto, Aniel Ferreira, atual secretário-executivo da pasta
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Ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e substituto, Aniel Ferreira, atual secretário-executivo da pasta

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Ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e substituto, Paulo Alvim, atual secretário de Empreendedorismo e Inovação
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Ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e substituto, Paulo Alvim, atual secretário de Empreendedorismo e Inovação

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Ex-ministro da Cidadania, João Roma, e substituto, Ronaldo Bento, então chefe de Assuntos Estratégicos da pasta
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Ex-ministro da Cidadania, João Roma, e substituto, Ronaldo Bento, então chefe de Assuntos Estratégicos da pasta

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Ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, e substituto, Carlos Brito, atual presidente da Embratur
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Ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, e substituto, Carlos Brito, atual presidente da Embratur

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Jair Bolsonaro e Damares Alves
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Jair Bolsonaro e Damares Alves

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Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pauzello, e ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário
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Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pauzello, e ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário

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O mandatário disse ainda, de forma errônea, que a tomada do poder pelos militares aconteceu “à luz da Constituição de 1946”. Entre o golpe e a subida ao poder de Castelo Branco, em 15 de abril de 1964, foi editado o Ato Institucional número I (AI-5), que transformou a Câmara dos Deputados em um colégio eleitoral, o que não estava previsto na Constituição vigente à época.

Cerimônia de despedida

Por causa da data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para descompatibilização de cargos públicos (2 de abril), no caso de quem quer concorrer às urnas, nove ministros do governo Jair Bolsonaro desembarcaram de suas funções. Seus nomes foram publicados na edição desta quinta do Diário Oficial da União.

Além deles, outros personagens importantes também deixam a Esplanada, como Mario Frias, Sérgio Camargo, Alexandre Ramagem e Jorge Seif.

Depois de formalizadas as trocas, foi realizada no Palácio do Planalto uma cerimônia conjunta de despedida dos ministros-candidatos, que discursaram.

O evento foi prestigiado por um grupo grande de deputados, senadores e apoiadores do presidente. Entre eles, estava o deputado Daniel Silveira (União Brasil-RJ), que ainda não está usando tornozeleira eletrônica, apesar de determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Silveira recentemente voltou atacar ministros da Corte durante eventos do qual participou após ter deixado a prisão, em novembro do ano passado.

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