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Bolsonaro ataca lockdown em Araraquara e prefeito reage: “Inverdades”

O presidente Jair Bolsonaro criticou mais uma vez o novo decreto de lockdown na cidade, que é governada por um prefeito do PT

atualizado

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Igo Estrela/Metrópoles
Presidente Jair Bolsonaro , durante apresentação das ações para desburocratização e atração de investimentos para setor de turismo 3
1 de 1 Presidente Jair Bolsonaro , durante apresentação das ações para desburocratização e atração de investimentos para setor de turismo 3 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a cidade de Araraquara, que decretou novo lockdown para tentar frear a Covid-19, durante live na noite de quinta-feira (17/6). O município terá fechamento de atividades não essenciais a partir deste domingo (20).

Sem apresentar dados, Bolsonaro disse que Araraquara, que tem como prefeito Edinho Silva (PT), tem mais mortes que a média do Brasil.

“Nós temos um prefeito que não sei o que tem na cabeça dele, de Araraquara, que novamente [está] programando um novo lockdown na sua cidade. Uma cidade que morre mais gente que a média no Brasil”, disse o presidente na transmissão.

Bolsonaro reforçou seu argumento ao dizer que a Argentina adotou as mesmas medidas e, segundo ele, não teve efeito positivo.

Em resposta, o prefeito petista declarou que o presidente do Brasil reproduziu “inverdades”. De acordo com os boletins mais recentes, o índice de letalidade registrado em Araraquara é de 2,01%, enquanto que o Brasil tem 2,8%.

“Penso que o presidente da República deveria estar usando a força do seu cargo para unificar o nosso país em defesa da vida para que o Brasil Unido pudesse vencer esse momento tão difícil da nossa história”, declarou o petista, em vídeo publicado nesta sexta (18).

Lockdown

Até o momento, Araraquara tem 487 mortes por Covid-19 e 24.216 casos positivos da doença. A taxa de ocupação de de leitos de enfermaria é de 71%. Na UTI, o índice está em 86%.

O prefeito Edinho decretou lockdown pela primeira vez após o sistema de saúde colapsar no início deste ano. As medidas valeram de 21 de fevereiro a 2 de março.

Depois disso, Araraquara reduziu o número de mortes em 60% no mês de abril, segundo a prefeitura. Entretanto, os indicadores voltaram a subir a partir de maio.

De acordo com ele, a adoção de fechamento só é feita porque o ritmo da vacinação no país é lento. “Se tivéssemos imunizando o povo brasileiro com a rapidez que a situação exige, certamente Araraquara e nenhuma cidade do Brasil adotaria medidas restritivas.”

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