Bolsonaristas raiz “descobrem” pecados de Roberto Jefferson e o atacam

Mensalão e fisiologismo do PTB viram motivos para que Roberto Jefferson passe de aliado a alvo dos seguidores de Olavo de Carvalho

atualizado 10/08/2020 23:00

Reprodução/Facebook

A cada vez mais forte aliança entre o presidente Jair Bolsonaro e os políticos dos partidos do Centrão começou a despertar de vez o ciúmes em quem está perdendo espaço no governo.

Enfrentando um cerco judicial e boicotes a seus meios de financiamento, o grupo de bolsonaristas mais ideológicos, ligado ao escritor extremista Olavo de Carvalho, resolveu apontar os “pecados” do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e atacá-lo nas redes. Bom de briga, o ex-deputado, condenado no processo do Mensalão, está respondendo na mesma moeda.

A condenação no Mensalão petista e a participação do PTB em todos os governos recentes, de Collor a Michel Temer, estão entre os problemas apontados pelos influenciadores. “Tem gente se passando por conservador para nos enganar”, denunciou, em transmissão pela internet nesta segunda-feira (10/8), a influenciadora bolsonarista Paula Marisa.

Sua postagem foi reproduzida pelo próprio professor de cursos on-line Olavo de Carvalho, que ainda provocou Jefferson dizendo que “já estava combatendo inimigos assassinos, recebendo ameaças de morte em terras tupiniquins, no tempo em que você estava se enchendo de dinheiro do Mensalão”, disse. E completou: “Você não sabe de bosta nenhuma”.

Em suas respostas nessa briga, que esquentou à partir do último domingo (9/8), o político respondeu principalmente ao influenciador Kim D. Paim, que havia lhe feito questionamentos sobre incoerências entre prática e discurso.

“Vou prosseguir lutando por nossos ideais conservadores, mas longe desses bobocas de fraldas”, provocou Jefferson.

Veja cenas desse embate virtual:

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Acabou o amor?

Quando a aliança de Bolsonaro com o Centrão estava se consolidando, em abril deste ano, bolsonaristas incluindo olavistas como o influenciador Bernardo Kuster se esforçaram para justificar os novos aliados. Na época, valia o discurso de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”, sendo que todo o sistema político (menos o Centrão) seria esse inimigo.

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