Bolsa ganha novos investidores na pandemia. Saiba como começar a investir

Entre março e julho, a B3 ganhou 900 mil contas. Apesar de ter resultados promissores, é preciso cautela para investir na renda variável

atualizado

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Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
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Apesar da crise povocada pelo novo coronavírus, a procura por investimentos a longo prazo somada à redução da taxa básica de juros — a Selic — fez aumentar a participação de brasileiros na Bolsa de Valores brasileira. De acordo com a B3, apenas de março a julho deste ano foram 900 mil contas abertas, levando o total a quase 3 milhões de investidores.

No entanto, muitas pessoas ainda têm medo de colocar parte do capital em locais de alto risco e acreditam que para investir dinheiro em renda variável, como a Bolsa de Valores, é preciso ter uma quantia alta para ser aplicada.

O planejador financeiro Theo Linero discorda. “Os brasileiros, de uma forma geral, ainda têm esse tabu de que para investir precisa de muito dinheiro. Isso precisa acabar. Estude, entenda o mercado e comece. Não espere ter R$ 300 mil para entrar em renda variável, mas também não pegue todo o dinheiro da sua vida para aplicar”, aconselhou.

Na opinião de Theo, para entrar na Bolsa de Valores é necessário entender o investimento como um mercado específico para cada tipo de pessoa. “Não invista baseado em dicas de familiares e amigos ou no que chamamos de comportamento de manada. Não é porque todo o mercado está comprando uma ação que ela vai ser boa para você”, explicou.

“Separar uma parte dos seus rendimentos para aplicar é investir no seu futuro, seja por meio da independência financeira, seja pela troca de bens ou uma viagem dos sonhos. Como o mercado de renda variável tem altos e baixos, a gente indica separar um valor para ser colocado em renda fixa, caso você precise do dinheiro a curto prazo”, continuou.

Comece a investir na Bolsa

A especialista Paloma Brum, da Toro Investimentos, afirma que o primeiro passo é conhecer o seu perfil de investidor, para saber se há um apetite maior ou menor a riscos.

“Classificamos os perfis em conservador, moderado e agressivo. O conservador normalmente quer correr pouco risco e aplica o dinheiro todo em um investimento de renda fixa. Já o moderado coloca cerca de 20 a 30% em renda variável, enquanto o agressivo faz a locação de 40 a 50% em investimentos de alto risco”, detalhou.

Paloma acredita que a Bolsa teve uma rápida recuperação na crise e deu uma rentabilidade aos investidores em um curto período de tempo, mas que é preciso ter cautela com a falsa sensação de otimismo.

“Quando a gente olha para a economia real, para o endividamento do governo, os dados estão aí. A recuperação está acontecendo, mas inúmeros setores ainda estão prejudicados. É importante ter em mente que não se pode colocar os dois pés apenas em investimento de renda variável. A Bolsa é algo para ter ao longo da vida, mas precisamos saber o momento certo de investir”, disse.

A especialista ainda aconselha que o investidor procure uma ajuda profissional para gerenciar o portfólio. “A pessoa que vai entrar agora no mercado precisa ter em mente que ela não vai comprar ações e manter a mesma posição por anos, sem revisões. Confie e busque referências de uma equipe de análise, seja corretora, banco ou empresas independentes e entenda qual serviço ela vai oferecer”, esclareceu.

“Não entre na Bolsa com a mentalidade de apostar tudo em uma coisa só. Cuidado, porque você pode estar colocando todo seu capital em algo que pode dar bons frutos, mas que pode também não andar do jeito que você espera. Diversifique os setores e faça aportes recorrentes”, recomendou.

Investimento a longo prazo

O advogado Alessandro Azzoni instrui o investidor a ter consciência de que é preciso ter um horizonte a longo prazo e não colocar reserva de liquidez em renda variável. “A rentabilidade da Bolsa é a maior vantagem e os maiores riscos são entrar e sair nas horas erradas. É necessário ter paciência e não se desesperar caso perca dinheiro”, disse.

“O investidor jamais deve tirar o dinheiro quando começar a perder. Ter posição em bolsa é ter paciência e esperar resultados. Por isso, é importante acompanhar a rentabilidade sempre, já que o mercado de ações tem muito a ver com questões de políticas públicas nacionais e internacionais”, declarou.

Dicas para investir na Bolsa
  1. Conheça seu perfil;
  2. Escolha uma boa corretora;
  3. Escolha com cautela as empresas para comprar ações;
  4. Não se baseie em dicas de amigos ou achismos;
  5. Faça investimentos gradativos;
  6. Faça aportes mensais;
  7. Monte uma carteira de investimentos diversificada;
  8. Mantenha-se informado sobre o mercado;
  9. Tenha paciência, tendo em vista de que é um investimento a longo prazo.

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