Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Barroso quer consenso como saída para o IOF: "Se não, a gente decide"

Legislativo e Executivo estão em atrito por causa de mudanças que aumentam a arrecadação do tributo federal. Disputa foi parar no STF

04/07/2025 00:21
Jacqueline LIisboa/Metrópoles
Imagem colorida mostra o ministro do supremo tribunal federal, luis roberto barroso - Metrópoles

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, afirmou, nessa quinta-feira (3/7), desejar que as soluções para o conflito entre os Poderes devem ser consensuais. A afirmação do ministro diz respeito ao atrito entre Legislativo e Executivo em torno das regras que visam aumentar a arrecação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Vejo com naturalidade e até como desejável que as soluções sejam consensuais quando seja possível. Se não for possível, a gente decide”, disse ele em entrevista a um videocast da Folha.

O ministro adiantou ainda que a Corte ainda não se debruçou sobre o tema. “O Supremo vai decidir, como decide tudo, interpretando e aplicando a Constituição da melhor forma possível, e se houver possibilidade de uma solução consensual, melhor ainda. Mas essas são as opções que ainda não foram estudadas”, adiantou.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O governo federal e Congresso Nacional travam um embate a respeito do IOF. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou decreto orientando o reajuste nas alíquotas do imposto. O Congresso Nacional reagiu, no dia 25 de junho, e derrubou o texto de Lula, por meio da aprovação de um decreto legislativo. Desde então, a relação entre os poderes entrou em crise.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Nessa terça-feira (1º/7), o governo acionou o STF, por meio de uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), com o objetivo de restabelecer a validade do decreto a respeito do IOF. O caso tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.