Alcolumbre prepara proposta para limitar acesso de partidos ao STF

Presidente do Senado vai levar debate para próxima reunião de líderes e deve apresentar texto antes do recesso parlamentar

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente do Senado Davi Alcolumbre e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles 3
1 de 1 Presidente do Senado Davi Alcolumbre e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles 3 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prepara uma proposta para limitar quem são os partidos com “legitimidade” para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisões aprovadas pelo Congresso Nacional.

Para Alcolumbre, a ideia é combater a judicialização da política, que em sua avaliação “é um problema seríssimo” no Brasil. A ideia é levar o debate para a próxima reunião de líderes do Senado. Um parte do esboço do que é pensado pelo presidente do Senado é propor que os partidos políticos precisem ter um número mínimo de cadeiras no Congresso para que possam recorrer ao STF.

O plano de Alcolumbre inclui apresentar uma proposta de sua autoria antes do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho.

Na quarta-feira (3/7), Alcolumbre discursou no plenário da Casa sobre os recursos que são apresentados no STF.

“Esse é um problema seríssimo que nós temos no Brasil. Todo mundo pode acessar o Supremo e depois ficam as críticas aqui em relação às decisões do Poder Judiciário brasileiro, da Suprema Corte. Hoje está muito aberto isso. Todo mundo pode acessar, questionar qualquer coisa e entrar com uma Adin em relação à legislação votada pelo parlamento”, argumentou.

O presidente defendeu que é preciso mudar essa realidade.

“As críticas ao Judiciário são fruto daqueles que vão e procuram o Judiciário, como o caso do IOF, que foi um partido político que entrou fazendo o primeiro questionamento; em seguida, a AGU, com legitimidade, com prerrogativa. Mas, se a todo tempo nós levarmos todas as discussões do Congresso para o STF, em todo instante, alguém vai ficar satisfeito e alguém vai ficar insatisfeito com a decisão”, disse.

O artigo 103 da Constituição Federal estabelece quem pode entrar no Supremo através de ação direta de inconstitucionalidade ou ação declaratória de constitucionalidade:

I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
VI – o Procurador-Geral da República;
VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VIII – partido político com representação no Congresso Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

PSol entrou com ação para derrubar decisão do Congresso

Na sexta-feira (27/6) da semana passada, o Partido Socialismo e Liberdade (PSol) protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em que questiona a decisão do Congresso Nacional de derrubar os decretos que reajustaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Na prática, o PSol quer que o STF derruba a decisão do Congresso que abriu um novo atrito do Planalto com o Legislativo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?