Avó de menino morto no RJ diz, aos prantos: “Quero meu neto de volta”
Kevin Lucas dos Santos, de 6 anos, foi velado na tarde desta sexta-feira (7/1), um dia após ser baleado e morto em Queimados (RJ)
atualizado
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Rio de Janeiro – O velório do pequeno Kevin Lucas dos Santos Silva, de 6 anos, foi marcado pelo desespero e a emoção. Familiares e amigos se despediram do menino, que morreu após ser baleado em uma comunidade de Queimados, na Baixada Fluminense, no Rio.
Uma das mais emocionadas era uma das avós da criança. Aos prantos, Vanderleia Aparecida de Oliveira gritava na capela do Cemitério Carlos Sampaio, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, que deveria ter sido levada no lugar de Kevin Lucas.
“Eu queria que Deus tivesse me levado no lugar dele. Eu quero meu neto, eu quero meu neto”, repetia a avó, que passou mal e precisou ser amparada.
O corpo do menino chegou logo no início da tarde desta sexta-feira (7/1) ao cemitério. O irmão mais velho de Kevin, Thalys, de 10 anos, estava inconsolável e abraçado com a mãe, Ana Cláudia dos Santos, de 27, enquanto andava para se despedir do caçula da família.
Uma familiar disse ao garoto: “Seu irmão virou uma estrelinha”. A fala fez Thalys cair aos prantos e negar com a cabeça pela ausência do irmão.
Kevin foi morto em uma ação da Polícia Militar, na tarde dessa quinta-feira (6/1), na área conhecida como Morro da Torre, no bairro da Inconfidência. O menino estava perto de casa e ajudava na mudança de um vizinho, quando acabou atingido por um tiro no peito.
“Criança doce e amorosa”
De acordo com a família da vítima, a ação aconteceu por volta das 15h e deixou outras duas meninas baleadas. Os familiares acusam a PM de ter atirado nas crianças e negam que havia algum confronto no local.
“O sentimento é de dor. É uma revolta, um ódio que ninguém vai trazer meu filho de volta. Eu quero justiça, mais nada”, afirmou a mãe do menino de 6 anos. (veja o vídeo).
A mãe de Kevin Lucas estava desolada. Ana Cláudia falou que o filho era “um menino doce e amoroso”.
“Meu filho era uma criança maravilhosa, sem palavras para dizer o que ele era. Era uma criança tão doce, tão amorosa. Onde ele chegava, abraçava, beijava, brincava”, contou a mãe, antes de desabafar:
“É um sentimento que nunca vai ter fim. Ele sempre foi guerreiro e forte, acabou… Eu só quero meu filho de volta.”
PM dá versão
Em nota, a Polícia Militar informou que “policiais do 24º Batalhão da PM estavam em patrulhamento na Estrada do Riachão, um dos acessos à comunidade da Torre, quando foram atacados por criminosos da região”.
Ainda de acordo com a corporação, os policiais envolvidos na ocorrência alegam que não fizeram disparos. “A equipe relatou que desembarcou da viatura, buscou abrigo e não efetuou disparos”.













