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Brasil

Avião da FAB decola rumo à Polônia para buscar refugiados da Ucrânia

KC-390 Millennium deve pousar em Varsóvia, capital polonesa, na quarta-feira (9/3) e chegar ao Brasil na quinta-feira (10/3)

07/03/2022 15:17, atualizado 07/03/2022 17:57
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Avião da FAB parte para a Polônia para buscar refugiados da Ucrânia - Metrópoles

A aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB) – que fará a repatriação de 64 pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia – decolou às 15h15 desta segunda-feira (7/3), rumo à Polônia.

Segundo o Ministério da Defesa, serão repatriados 40 brasileiros, 23 ucranianos, um polonês e seis cães. O avião tem capacidade para transportar 72 pessoas além da tripulação.

Antes de pousar em Varsóvia, capital polonesa, o avião fará paradas técnicas no estado de Recife; em Cabo Verde, na África; e em Lisboa, Portugal. A previsão é que a aeronave chegue ao destino final na quarta-feira (9/3) e volte ao Brasil na quinta (10/3).

Cerca de 500 brasileiros viviam na Ucrânia, mas, desde que tropas russas invadiram o país em 24 de fevereiro, muitos estão deixando o país e se dirigindo para Varsóvia, capital polonesa – mesmo destino do avião da FAB.

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Antes de pousar em Varsóvia, capital polonesa, o avião fará paradas técnicas no estado de Recife, em Cabo Verde, na África, e em Lisboa, Portugal
A previsão é que a aeronave pouse na Polônia na quarta-feira (9/3) e chegue ao Brasil na quinta-feira (10/3)
De acordo com o Ministério da Defesa, o avião também deve levar 11,6 toneladas de material de ajuda humanitária para o território ucraniano
A carga é composta por alimentos, purificadores de água e medicamentos provenientes de doações
Animais de estimação também poderão embarcar. Dessa forma, fica dispensada a apresentação do Certificado Veterinário Internacional (CVI) e e a apresentação da carteira de vacinação ou qualquer outra certificação sanitária durante a operação de repatriação
Segundo o Ministério da Defesa, serão repatriados 40 brasileiros, 23 ucranianos, um polonês e seis cães. O avião tem capacidade para transportar 72 pessoas além da tripulação
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Segundo o Ministério da Defesa, serão repatriados 40 brasileiros, 23 ucranianos, um polonês e seis cães. O avião tem capacidade para transportar 72 pessoas além da tripulação

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Antes de pousar em Varsóvia, capital polonesa, o avião fará paradas técnicas no estado de Recife, em Cabo Verde, na África, e em Lisboa, Portugal
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Antes de pousar em Varsóvia, capital polonesa, o avião fará paradas técnicas no estado de Recife, em Cabo Verde, na África, e em Lisboa, Portugal

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A previsão é que a aeronave pouse na Polônia na quarta-feira (9/3) e chegue ao Brasil na quinta-feira (10/3)
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A previsão é que a aeronave pouse na Polônia na quarta-feira (9/3) e chegue ao Brasil na quinta-feira (10/3)

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De acordo com o Ministério da Defesa, o avião também deve levar 11,6 toneladas de material de ajuda humanitária para o território ucraniano
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De acordo com o Ministério da Defesa, o avião também deve levar 11,6 toneladas de material de ajuda humanitária para o território ucraniano

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A carga é composta por alimentos, purificadores de água e medicamentos provenientes de doações
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A carga é composta por alimentos, purificadores de água e medicamentos provenientes de doações

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Animais de estimação também poderão embarcar. Dessa forma, fica dispensada a apresentação do Certificado Veterinário Internacional (CVI) e e a apresentação da carteira de vacinação ou qualquer outra certificação sanitária durante a operação de repatriação
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Animais de estimação também poderão embarcar. Dessa forma, fica dispensada a apresentação do Certificado Veterinário Internacional (CVI) e e a apresentação da carteira de vacinação ou qualquer outra certificação sanitária durante a operação de repatriação

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Ministro Braga Netto cumprimenta tenente-brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior durante transporte de doação humanitária à Polônia
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Ministro Braga Netto cumprimenta tenente-brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior durante transporte de doação humanitária à Polônia

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De acordo com a FAB, aviões do mesmo modelo foram empregados para transportar doações para vítimas da explosão em Beirute, no Líbano, em 2020, e para prestar apoio às vítimas do terremoto do ano passado no Haiti.

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Antes da decolagem, houve uma cerimônia de envio de duas tripulações de oito militares, na Base Aérea. Ao discursar, o ministro da Defesa, Braga Netto, disse que “o Brasil tem uma vocação acolhedora” e que a comunidade internacional sempre poderá contar com o povo brasileiro.

“Desde o início do conflito na Ucrânia, o governo brasileiro tomou medidas de socorro para cuidar da segurança dos nossos companheiros e viabilizar as condições de retorno ao Brasil”, disse o ministro.

Embarque de animais de estimação

Na semana passada, o governo informou que os repatriados poderão embarcar com seus animais de estimação. Dessa forma, fica dispensada a apresentação do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido por autoridades veterinárias dos países de origem dos animais, e a apresentação da carteira de vacinação ou qualquer outra certificação sanitária durante a operação de repatriação.

Ao chegarem no Brasil, os cidadãos serão orientados pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) quanto aos procedimentos sanitários internos a serem adotados em relação aos animais.

11,6 toneladas em carga

De acordo com o Ministério da Defesa, o avião também deve levar 11,6 toneladas de material de ajuda humanitária para o território ucraniano. A carga é composta por alimentos, purificadores de água e medicamentos provenientes de doações. Veja os itens remetidos:

  • 50 purificadores de água, de tecnologia e fabricação nacionais, com capacidade combinada para purificar cerca de 300 mil litros de água por dia;
  • cerca de 9 toneladas de alimentos desidratados e nutritivos, que equivalem a cerca de 360 mil refeições;
  • meia tonelada de insumos essenciais e itens médicos.

Além do material, o Ministério da Saúde ainda enviou um médico que prestará assistência sanitária relacionada à Covid-19, caso algum passageiro necessite. 

Conflito entre Rússia e Ucrânia

Com autorização do presidente russo, Vladimir Putumaio, tropas militares invadiram o território ucraniano em 24 de fevereiro. 

Já são 11 dias de bombardeios no país ucraniano. O governo local pede a retirada imediata das tropas russas do país. Ainda não houve acordo. Delegações das duas nações negociam um cessar-fogo.

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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
 A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra

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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito

Agustavop/ Getty Images
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local

Pawel.gaul/ Getty Images
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km

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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país

Poca/Getty Images
A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro

Kutay Tanir/Getty Images
Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta

OTAN/Divulgação
Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território

AFP
Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território

Elena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado

Will & Deni McIntyre/ Getty Images
O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles

Vostok/ Getty Images
Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo

Vinícius Schmidt/Metrópoles