Araçatuba: pai acredita que filho levou 10 tiros por soltar o capô

Os assaltantes tentaram usar o personal trainer Márcio Silva, 34 anos, como escudo humano. Sem sucesso na estratégia, executaram o rapaz

atualizado 01/09/2021 10:03

marcio silva, presonal trainer, araçatubaReprodução/TV TEM

São Paulo – Pai do personal trainer morto no mega-assalto a bancos em Araçatuba, o aposentado Genival José da Silva acredita que o filho foi executado com 10 tiros por não conseguir se segurar no capô do carro enquanto era feito de escudo humano pelos assaltantes.

Ao G1 ele disse que reconheceu Márcio Victor Possa da Siva, de 34 anos, pelas imagens gravadas por moradores de prédios de Araçatuba.

“Quando os bandidos foram saindo para ir embora, ele foi como escudo humano. Acredito que ele caiu, não aguentou segurar, ou viu a oportunidade e tentou fugir, mas foi baleado por 10 tiros”, disse Genival.

De acordo com o tio da vítima, o advogado Jaime José da Silva, Márcio voltava com duas amigas de um evento quando foi abordado pelos criminosos.

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“Eles tiraram meu sobrinho do carro. Somente as meninas foram liberadas. Pelo local em que o corpo foi encontrado, chegamos à conclusão de que ele não se segurou. Os bandidos pararam e atiraram. Foram 10 orifícios de entrada, salvo engano, e nove de saída”, disse Jaime, também segundo informações do G1.

Ataque

Além de Márcio, outras duas pessoas morreram e três ficaram feridas. Entre os feridos, um precisou amputar os pés após ter sido atingido por um artefato explosivo.

O mega-assalto a bancos em Araçatuba ocorreu na madrugada de segunda-feira (30/8) e contou com a participação de mais de 20 criminosos. Seis suspeitos por envolvimento no ao ataque foram presos. Um deles foi ouvido e liberado ainda na segunda-feira.

Os criminosos usaram moradores como escudos enquanto espalhavam artefatos explosivos pela cidade e cercavam delegacias. A Polícia Militar identificou, até a manhã desta terça (31/8), 93 explosivos espalhados por Araçatuba após a ação violenta. Desses, 32 estavam em via pública; 29 em um caminhão; 19 em carros abandonados; e 13 em um banco. A Polícia Federal assumiu a investigação do caso.

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