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Brasil

Após três meses preso, Thiago Rangel renuncia a mandato na Alerj

Investigado pela PF por suspeitas de fraudes na Educação, parlamentar diz que vai se dedicar integralmente à defesa

12/08/2026 16:06
Reprodução/Redes Sociais
deputado Thiago Rangel

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) renunciou ao mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (12/8), cerca de três meses depois de ser preso em uma operação da Polícia Federal. Ele já estava afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A renúncia foi comunicada durante sessão plenária pelo vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), que presidia os trabalhos e leu o documento enviado por Rangel à Casa.

Na carta, o agora ex-deputado afirma que a decisão é “irrevogável e irretratável”. Ele deve se dedicar à defesa no STF.

Com a renúncia, Wellington José (União), que já ocupava a cadeira desde o afastamento de Rangel, assume o mandato de forma definitiva. Ele era o primeiro suplente do Podemos, legenda pela qual ambos disputaram as eleições de 2022.

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Rangel está preso desde 5 de maio, quando foi alvo de um desdobramento da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A prisão e o afastamento das funções públicas foram determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Dias depois, a Primeira Turma do Supremo manteve, por unanimidade, a prisão e referendou o afastamento. A Alerj, então, cumpriu a decisão judicial e exonerou os funcionários lotados no gabinete do parlamentar.

Segundo a Polícia Federal, Rangel é investigado por suspeita de atuar em um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

A investigação aponta que ele teria usado influência política no norte fluminense para favorecer o direcionamento de contratos.

A apuração integra uma investigação mais ampla da PF sobre a suspeita de envolvimento de autoridades e políticos do Rio com o Comando Vermelho.

Em etapas anteriores, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar foi preso sob suspeita de ter repassado informações sigilosas que poderiam beneficiar integrantes da organização criminosa.