Alerj acata STF e afasta deputado Thiago Rangel, preso pela PF

Assembleia decidiu exonerar funcionários do gabinete de Rangel. Procuradoria da Casa avaliará convocação de suplente

atualizado

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deputado Thiago Rangel
1 de 1 deputado Thiago Rangel - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A direção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, na tarde desta terça-feira (12/5), cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afastar o deputado Thiago Rangel (Avante), que foi alvo de operação da Polícia Federal e está preso desde a última semana.

O comando da Casa também decidiu exonerar todos os funcionários do gabinete do parlamentar. A decisão foi tomada em reunião entre o presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), e os membros da Mesa Diretora da Alerj.

Thiago Rangel foi preso em um desdobramento da Operação Unha e Carne na última terça (5/5). A ação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Na decisão, Moraes determinou que Rangel fosse afastado de suas funções públicas “enquanto durar a investigação criminal”.

A Primeira Turma do Supremo decidiu, por unanimidade, referendar a decisão de Moraes e manter o deputado na cadeia. O colegiado também estabeleceu que a Alerj não poderia deliberar sobre a manutenção ou a revogação da prisão de Thiago Rangel.

A Mesa Diretora da Assembleia decidiu consultar a Procuradoria da Casa a respeito da convocação de um suplente para ocupar a vaga de Rangel. Apenas depois disso, será tomada uma decisão. Pelas regras, seria convocado um suplente do Podemos, partido pelo qual Thiago Rangel foi eleito deputado estadual em 2022.

Segundo a PF, Rangel é um dos articuladores de um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. O parlamentar teria utilizado sua influência política na região do norte fluminense para direcionar os acordos.

A operação da PF faz parte de uma apuração ainda maior que investiga o envolvimento de autoridades e políticos fluminenses com o Comando Vermelho.

Em fases anteriores da mesma investigação, deflagradas em 2025 e no início de 2026, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar já havia sido preso sob a suspeita de vazar informações sigilosas para a organização criminosa.

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