Após ser chamado de “tapado”, Barroso indica música de Caetano: “Não enche”
Na quinta-feira (12/8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou, durante live, Barroso de “mentiroso” e “tapado”
atualizado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, usou as redes sociais, nesta sexta-feira (13/8), para o que ele chama de “dicas da semana”. Ao que parece, mais uma vez, o alvo é o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Sem citar o mandatário do país, Barroso indicou, no Twitter, uma música, “Não Enche”, de Caetano Veloso.
O ministro também indicou o livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, um romance que fala do trabalho escravo contemporâneo. Outra indicação foi um pensamento de George Orwell: “Em épocas de mentiras generalizadas, dizer a verdade é um ato revolucionário”.
DICA DA SEMANA:
– Um livro: Torto Arado, Itamar Vieira Junior
– Um pensamento: “Em épocas de mentiras generalizadas, dizer a verdade é um ato revolucionário”. George Orwell
– Uma música: Não enche, Caetano Velosohttps://t.co/BaYhnGMMTV
— Luís Roberto Barroso (@LRobertoBarroso) August 13, 2021
Ataque de Bolsonaro
A relação entre o presidente do STF e de Bolsonaro (sem partido) está, cada vez mais, desgastada. Nesta quinta (17), durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo federal chamou o magistrado de “mentiroso” e “tapado”.
Na live, Bolsonaro disse que Barroso teria dito, durante uma entrevista, que a apuração de uma eleição por voto impresso levaria de três a quatro semanas e, pelo fato de boa parte das eleições serem realizadas em escolas, alunos ficariam sem aulas.
“O Barroso mentiu agora quando ele disse que como votações são feitas em escolas – realmente, parte considerável – passariam três, quatro semanas contando voto e as criancinhas não poderiam ficar um mês de aula. Ministro, pega mal mentir dessa maneira. Ou então é um tapado que desconhece”, declarou o mandatário do país.
Recentemente, o chefe do Executivo federal tem intensificado ataques direcionados ao ministro Barroso, e ao atual sistema eleitoral, e prega que as urnas eletrônicas permitem fraude.
O titular do Palácio do Planalto é defensor do voto impresso e já afirmou, em tom de ameaça, que, caso o modelo não seja implementado no pleito do próximo ano, é possível que não haja eleição.
Na última terça-feira (10), a Câmara dos Deputados rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso.
Ainda no primeiro turno de votação, os deputados rejeitaram o texto. O placar foi de 218 votos contrários e 229 a favor. Sessenta e cinco deputados se abstiveram ou se ausentaram. Para ser aprovada, a PEC precisava de, no mínimo, 308 votos favoráveis.
