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Após Henry reclamar de cascudo, Jairinho chamou menino de "bobalhão"

Isolada devido à Covid-19, Monique Medeiros escreve uma carta de 29 páginas, na qual relata episódios da relação entre o vereador e o menino

Bruno Menezes26/04/2021 12:33, atualizado 26/04/2021 17:20
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Divulgação
Henry Borel

Rio de Janeiro – Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida descreveu um episódio em que o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), chamou o menino Henry Borel Medeiros de “bobalhão”. O relato foi narrado em uma carta de 29 páginas, escrita no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, onde a professora recebe o tratamento contra a Covid-19.

Segundo Monique, em janeiro, enquanto ela cozinhava o jantar da família, Jairinho chegou do trabalho por volta das 19h. Henry estava na sala, vendo televisão.

“Henry veio correndo até a cozinha, uns 15 minutos depois que Jairinho chegou, dizendo que o tio tinha dado uma ‘banda’ (rasteira) nele e uma ‘moca’ (cascudo)”, lembrou a mãe.

“Fui até a sala perguntar o que tinha acontecido. Jairinho disse que ele era um ‘bobalhão’, que segurou ele pelos braços, brincando, e passou a perna, mas que Henry não caiu, pois ele o estava segurando. Aí Henry disse para ele que iria contar para mim e ele deu uma ‘moca’, brincando, e disse para Henry parar de ser ‘bobalhão’, que era só uma brincadeira”, contou Monique.

Ainda de acordo com a mãe de Henry, ela pediu para que Jairinho pedisse desculpas ao menino e nunca mais o chamasse de “bobalhão”.

“Não vi como algo maldoso. Era brincadeira de menino, mas meu filho não estava acostumado com isso”, relatou Monique, que está presa desde o último dia 8, acusada de envolvimento na morte de Henry.

Em nota, o advogado de defesa de Jairinho, Braz Sant’Anna, afirmou que a carta da mãe de Henry trata-se de “uma peça de ficção”.

“Sem falar sobre a tese da defesa, o que somente farei após a denúncia, posso adiantar que a carta da Monique é uma peça de ficção, que não encontra apoio algum nos elementos de prova carreados aos autos.”

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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte
Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
Jairinho é conduzido por policiais
Monique, mãe de Henry, segue para IML do Rio
André França, advogado do vereador Jairinho, suspeito da morte do menino Henry, chega à 16ª DP
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril

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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte
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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte

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Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
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Monique, mãe de Henry, segue para IML do Rio
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André França, advogado do vereador Jairinho, suspeito da morte do menino Henry, chega à 16ª DP
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André França, advogado do vereador Jairinho, suspeito da morte do menino Henry, chega à 16ª DP

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André França, advogado do vereador Jairinho, suspeito da morte do menino Henry, chega à 16ª DP
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Dr. Jairinho foi eleito vereador no Rio
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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte
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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte

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Dr. Jairinho, padrasto do garoto
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Dr. Jairinho, padrasto do garoto

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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

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