Após declaração de Trump, Lula diz que sempre esteve aberto ao diálogo

Presidente dos Estados Unidos aplicou uma tarifa de 50% sobre alguns produtos brasileiros vendidos para o mercado norte-americano

atualizado

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Lula
1 de 1 Lula - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o titular do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse, nesta sexta-feira (1º/8), que sempre esteve aberto ao diálogo, mas que dará respostas à nova tarifa imposta pela Casa Branca aos produtos brasileiros.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e os nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula na rede social X.

Mais cedo nesta sexta, quando questionado por jornalistas sobre o assunto, Trump afirmou que Lula pode ligar para ele “quando quiser”. Veja:

Lula e Trump nunca conversaram um com o outro. Essas primeiras mensagens de abertura ao diálogo acontecem em meio a uma crise diplomática entre EUA e Brasil por causa do tarifaço imposto pelo norte-americano ao Brasil e por causa da pressão americana por anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está sendo julgado no STF sob a acusação de ter liderado suposta trama golpista contra os resultados das eleições de 2022.

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos aplicou uma alíquota adicional de 40% sobre os produtos brasileiros, elevando a taxação total para 50%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a nova taxa irá afetar cerca de 45% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Apesar da alta na tarifa, o governo Lula esperava um impacto muito maior na economia brasileira. A Casa Branca deixou quase 700 produtos de fora da lista, itens considerados de interesse estratégico para os EUA.

No Palácio do Planalto, uma ligação para Donald Trump ainda é descartada, uma vez que o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pelas negociações, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão frequentemente em contato com membros da Casa Branca.

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