Após decisão de Dino, CPMI do INSS remarca depoimento de Leila Pereira

Presidente da comissão afirmou que colegiado planeja ouvir presidente do Palmeiras e da Crefisa no próximo dia 18/3

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução / Palmeiras
Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras
1 de 1 Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras - Foto: Reprodução / Palmeiras

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta-feira (11/3) que o depoimento da presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, foi remarcado para o próximo dia 18/3.

A agenda foi anunciada após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou Leila a indicar uma nova data para comparecer ao colegiado. A CPMI planejava ouvir a empresária nesta quinta (12/3).

Viana afirmou, após se reunir com o ministro do STF André Mendonça, que a decisão de Dino causa “estranheza”. O senador também criticou a justificativa apresentada pela presidente do Palmeiras para não ir à CPMI nesta semana: “Vir ao Congresso é mais importante do que uma agenda pessoal”.

A CPMI do INSS aprovou a convocação de Leila Pereira para depor no último dia 26/2. O relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União-AL), defende que a oitiva é necessária para esclarecer a atuação da Crefisa na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

Segundo Gaspar, cabe à Leila explicar uma alta de reclamações e de denúncias de irregularidades em relação à Crefisa.

Críticas a Dino

Ao deixarem a reunião com o ministro André Mendonça, a cúpula da CPMI voltou a criticar uma decisão de Flávio Dino que anulou votações da CPMI que quebraram sigilos em 26 de fevereiro. Segundo eles, o tema também foi discutido durante o encontro com Mendonça.

Dino afirmou que o procedimento adotado pelo colegiado — com votação em bloco e sem análise individual dos requerimentos — não está de acordo com a Constituição. Entre os beneficiados pela decisão está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia tido sigilos quebrados pela CPMI.

Para Carlos Viana, a decisão de Flávio Dino foi “política” e pode inviabilizar os trabalhos da comissão.

“Coloquei ao ministro que essa decisão inviabiliza a continuidade das investigações. A quebra é necessária para gerar provas. Enquanto o plenário do Supremo não julgar, estaremos em uma insegurança jurídica. É uma decisão que atrapalha”, afirmou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?