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Brasil

Após 760 casos e 35 mortes, indígenas terão ala hospitalar no Amazonas

O primeiro indígena infectado pelo coronavírus foi confirmado em 1 de abril. Ministro interino da Saúde entregará hoje a nova ala

Repórter de Brasil25/05/2020 17:05, atualizado 25/05/2020 17:40
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O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, vai inaugurar nesta terça-feira (26/05) a primeira ala hospitalar indígena, em Manaus. A iniciativa ocorre em meio ao avanço do novo coronavírus nas aldeias, que já matou 35 pessoas e infectou ao menos 760, segundo dados mais recentes do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

No Hospital Nilton Lins, a nova ala terá 10 leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI), cinco de unidades de cuidados intermediários (UCI) e 33 leitos clínicos destinados aos indígenas diagnosticados com a Covid-19 – “com possibilidade de expansão”, diz o ministério.

O número de indígenas infectados cresceu exponencialmente em quase dois meses, uma vez que o primeiro caso foi divulgado em 1 de abril. No último 29, há quase um mês, a pasta tinha contabilizado 101 pessoas diagnosticadas com o vírus. Agora são 760.

De acordo com o ministério, quase 60% dos casos entre indígenas são no Amazonas – ou seja, 452. A pior situação, até o momento, é no Alto Rio Solimões, com 282 casos confirmados e 18 mortes.  Na região, onde há 231 aldeias, há apenas uma unidade voltada à saúde indígena.

Em Manaus, há 67  indígenas diagnosticados com coronavírus e duas mortes confirmadas. O levantamento é coordenado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), com dados enviados pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei).

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Já a  região menos afetada pela Covid-19 é o Vale do Javari, com 60 aldeias, que registrou apenas um caso de Covid-19 e não tem nenhuma morte.

Colapso no sistema de saúde
No último domingo (24/05), o Amazonas somava 28.802 casos confirmados e 1.744 mortes. Desse total de diagnosticados, 47,3% são de Manaus, com 13.624 infectados, e 52,7% no interior do estado, equivalente a 15.178 casos.

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