Apagão no Amapá faz governo mobilizar equipe. Energia pode demorar a voltar

Ministro Bento Albuquerque disse que equipes buscam recuperar ao menos entre 60% e 70% da carga local de forma mais imediata

atualizado 05/11/2020 18:10

Bento Albuquerque, ministro de Minas e EnergiaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque (foto em destaque), foi ao Amapá para avaliar o apagão elétrico que atinge o estado desde a terça-feira (3/11). Integrantes do gabinete de crise montado a mando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também foram mobilizados para irem até o local.

Albuquerque deu a informação em vídeo publicado no Instagram, ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O senador deixou de presidir a votação de vetos presidenciais no Congresso Nacional para voltar ao estado de origem.

Demora

Apesar dos esforços, a retomada total do suprimento elétrico no Amapá ainda pode levar dias. No momento equipes buscam recuperar ao menos entre 60% e 70% da carga local de forma mais imediata, talvez ainda nesta quinta-feira, disse o ministro a jornalistas ao chegar ao estado.

A queda de energia foi causada por um incêndio em uma subestação de Macapá, capital do estado. O abastecimento foi desligado nas linhas de transmissão Laranja/Macapá e nas usinas hidrelétricas Coaracy Nunes e Ferreira Gomes.

O caso ganhou gravidade porque o Amapá não tem uma fonte de energia alternativa para quando há esse tipo de acidente ou falha técnica. Não há, por exemplo, uma usina termelétrica que possa ser acionada emergencialmente.

O estado depende completamente da energia elétrica produzida em outros locais. Ela chega por meio do Sistema Interligado Nacional, que reúne usinas de diversas matrizes, em todo o Brasil.

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