Anvisa informa não ter sido consultada sobre 3ª dose em adultos

Ministério da Saúde anunciou aplicação da dose de reforço em maiores de 18 anos, e com intervalo reduzido de seis para cinco meses

atualizado 16/11/2021 19:49

Enfermeira segurando vacina da Covid-19 e carro atrásHugo Barreto/Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu não ter sido consultada pelo Ministério da Saúde sobre a aplicação da dose de reforço em maiores de 18 anos no país. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (16/11), a pasta anunciou a medida e também reduziu o intervalo de recebimento da dose extra, de seis para cinco meses.

“As discussões sobre a dose de reforço são debates técnicos que estão a todo momento em curso. Entretanto, a Anvisa não foi consultada sobre a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas maiores de 18 anos”, esclareceu a agência ao Metrópoles.

“A Anvisa vem discutindo com todas as empresas desenvolvedoras e instituições sobre as ações de monitoramento e sobre os estudos clínicos para a confirmar a eficácia e segurança da dose de reforço das vacinas aplicadas no Brasil”, explica a agência, em nota.

A Anvisa destacou que, de todas as vacinas usadas no país, apenas a Pfizer solicitou alteração do esquema vacinal aprovado em bula, que prevê, atualmente, duas doses do imunizante. Em pedido apresentado à agência, a empresa requer a aplicação de uma terceira dose, de reforço. O órgão analisa o caso e espera o laboratório entregar informações adicionais.

No entanto, a agência reforçou a diferença entre esquema vacinal previsto em bula e a estratégia vacinal adotada pelo Ministério da Saúde: “O esquema previsto em bula e aprovado pela Anvisa (quantidade de doses e intervalos) indica a forma de uso da vacina que, segundo os estudos, produzem os melhores resultados de imunização”.

De acordo com agência, “a estratégia de vacinação e reforço é uma decisão da autoridade de saúde (MS) sobre como determinado imunizante será aplicado na população de forma a se obter a melhor cobertura vacinal, e as estratégias de monitoramento das reações adversas”.

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