Alerj cassa medalha Tiradentes concedida a Jairinho, padrasto de Henry
Maior honraria do Parlamento é concedida a personalidades que tenham prestado bons serviços à humanidade. Jairinho ganhou a medalha em 2007
atualizado
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Rio de Janeiro – Em votação simbólica, por unanimidade, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram, nesta quarta-feira (19/5), a cassação da medalha Tiradentes concedida em 2007 ao médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, (sem partido). O pedido foi feito pelo deputado Noel de Carvalho (PSDB).
Padrasto de Henry Borel, de 4 anos, Jairinho e a mãe do menino, Monique Medeiros, estão presos e respondem por tortura e homicídio qualificado pela morte do garoto. Maior comenda do Parlamento fluminense, a medalha é concedida a personalidades que tenham prestado bons serviços à humanidade. “Como parlamentar, acho que quem é suspeito de cometer crimes dessa gravidade, com tantas provas, não pode permanecer com um título como a Medalha Tiradentes. Sou pai, avô e bisavô e sei o quanto as crianças são indefesas e precisam de nós, adultos. O vereador Dr. Jairinho foi indiciado por homicídio do seu enteado e ainda responde por tortura a uma outra criança. Essas histórias doem na alma da gente”, declarou Noel de Carvalho, autor do projeto de revogação da honraria.
Cassação do mandato
O menino Henry Borel morreu no dia 8 de março. Monique e Jairinho alegaram acidente doméstico, mas laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou 23 lesões por agressão.
Mãe e padrasto estão presos preventivamente.








