Advogado: financiador da defesa de Adélio age por “amor ao próximo”

Um dos advogados de Adélio Bispo comentou sobre a reabertura do caso da facada em Jair Bolsonaro que ocorreu durante as eleições de 2018

atualizado 12/11/2021 15:07

Reprodução

Pedro Possa, um dos quatro advogados que atuam no caso de Adélio Bispo de Oliveira, afirmou, em entrevista nesta sexta-feira (12/11), que a pessoa que financia a defesa age por “amor ao próximo”.

O advogado comentou sobre a reabertura do caso da facada em Jair Bolsonaro, durante as eleições de 2018. Pedro descartou a tese de que haveria um mandante ou patrocinador agindo em conjunto com Adélio.

Segundo ele, o responsável pelo financiamento não revela a identidade por medo de represálias.

“Uma pessoa, disposta a ajudá-lo, quis financiar a defesa e daí é que nós entramos no caso. É uma pessoa ligada a ele religiosamente”, afirmou em entrevista ao Uol News.

“Mas não há mandante, um financiador, ninguém que tinha conhecimento prévio dessa ação perpetrada pelo Adélio. Somente ao saber da facada é que ele se dispôs a ajudá-lo por uma questão de amor ao próximo, vamos assim dizer”, completa o advogado.

Reabertura do caso

O caso da facada voltou a ser comentado após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, derrubar restrições à investigação sobre possíveis mandantes da tentativa de assassinato sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com a decisão, poderá ser realizada, por exemplo, a quebra do sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defendeu Adélio Bispo de Oliveira, preso após esfaquear Bolsonaro.

Advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef afirmou que a decisão é uma vitória e poderá ajudar a desvendar o caso, que segundo ele tem mandante e patrocinador.

Dois inquéritos da Polícia Federal concluíram que Adélio agiu sozinho. Wassef acredita que fatos novos devem levar à reabertura das investigações.

Mais lidas
Últimas notícias