Advogado de kid preto reclama do sorriso de procurador durante fala. Veja vídeo
O advogado do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo afirmou ao representante da PGR no STF: “Não sei o que tem de graça nisso”
atualizado
Compartilhar notícia

O advogado do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, Jeffrey Chiquini, reclamou de reação do procurador Paulo Vasconcelos Jacobina durante a sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja o momento:
Chiquini respondia a pergunta do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, sobre a possibilidade de uma foto de Bezerra no dia do aniversário, em 15 de dezembro, quando seria executado o plano de “neutralizar” autoridades.
“Desculpa, não sei o que é engraçado. O procurador rindo enquanto eu falo. Não sei o que tem graça nisso”, disse Chiquini.
Chiquini foi o primeiro a fazer sustentação oral no retorno do julgamento dos réus do núcleo 3, nesta quarta-feira (12/11). Esse grupo é formado por militares do Exército e um policial federal, conhecidos como “kids pretos”. A análise começou nesta terça e foi retomada às 9h15 desta quarta-feira (12/11).
O grupo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado. Esse núcleo, segundo a PGR, seria o responsável por atuar no monitoramento e no planejamento de ataques contra autoridades da República.
A Polícia Federal apurou que o núcleo elaborou o plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.
Datas
Durante sustentação oral, Chiquini rebateu acusação da PGR de que Rodrigo Bezerra tinha papel de “liderança em ações de campo, voltadas ao monitoramento e neutralização de autoridades públicas”.
Chiquini ressaltou que Bezerra nem sequer participou de reuniões na casa do general Braga Netto, em 12 de novembro de 2022, nem na residência do pai de Márcio Nunes de Resende, em 28 de novembro.
O advogado apresentou fotos do cliente em clube e em jantar. Em seguida, refutou a possibilidade de participação de Rodrigo Bezerra na execução do plano contra autoridades, em 15 de dezembro. Chiquini disse que Bezerra pediu comida em sua casa para jantar nessa data.
Moraes pediu então fotos do aniversário de Rodrigo Bezerra, como apresentou das outras datas. Chiquini explicou que não tem o laudo de extração do tenente-coronel; por isso, não poderia ter a foto. Disse ainda que as fotos apresentadas nos autos são do celular da esposa de Rodrigo Bezerra.
Chiquini pediu a absolvição do cliente por “negativa de autoria”.














