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Advogado de Garnier diz no STF que levaria “cigarro” para Bolsonaro

Durante sustentação, advogado disse que deve ser a única pessoa no Brasil a gostar de Bolsonaro e Moraes

atualizado

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Antonio Augusto/STF
Dr. Demóstenes Lázaro Xavier Torres em julgamento da Pet 12.100
1 de 1 Dr. Demóstenes Lázaro Xavier Torres em julgamento da Pet 12.100 - Foto: Antonio Augusto/STF

O advogado Demóstenes Torres afirmou, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode contar com ele para levar “cigarro” em qualquer lugar. O defensor representa o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier.

Demóstenes declarou que “deve ser a única pessoa no Brasil” a gostar tanto de Bolsonaro quanto do ministro Alexandre de Moraes. O advogado usou 22 minutos de sua fala (que pode durar, no máximo, 1h) para fazer elogios aos ministros do STF e comentários sem relação direta com a defesa do almirante.

“Ele parou naquele lugar que passa o Raio-X e ‘tals’, olhou, me viu, voltou correndo e me deu abraço, dizendo: ‘Senador, para mim não aconteceu nada’. Se Bolsonaro precisar de eu levar cigarro em qualquer lugar, conte comigo. Ele é uma pessoa que eu gosto”, disse Demóstenes, relatando um encontro com Bolsonaro em um aeroporto, logo após ter deixado a política.

Antes, o advogado elogiou o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, ressaltando que o ministro é uma referência para ele na advocacia. Demóstenes também fez elogios a outros magistrados, como Luiz Fux, lembrando sua atuação anterior ao ingresso no STF.

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General Paulo Sérgio, almirante Almir Garnier e brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr
O almirante Almir Garnier Santos foi citado por Mauro Cid como defensor de golpe de Estado
Novo comandante da Marinha, almirante Almir Garnier
Almir Garnier foi substituído na Câmara de Comércio Exterior
Almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos
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Almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos

Reprodução
General Paulo Sérgio, almirante Almir Garnier e brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr
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General Paulo Sérgio, almirante Almir Garnier e brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr

Fotos Igor Estrela/Metrópoles
O almirante Almir Garnier Santos foi citado por Mauro Cid como defensor de golpe de Estado
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O almirante Almir Garnier Santos foi citado por Mauro Cid como defensor de golpe de Estado

Divulgação/ Defesa Aérea e Naval
Novo comandante da Marinha, almirante Almir Garnier
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Novo comandante da Marinha, almirante Almir Garnier

Fotos Igor Estrela/Metrópoles
Almir Garnier foi substituído na Câmara de Comércio Exterior
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Almir Garnier foi substituído na Câmara de Comércio Exterior

José Cruz - Agência Brasil

Alegações finais

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Garnier aderiu de forma explícita à empreitada criminosa para uma tentativa de golpe, principalmente após a derrota de Bolsonaro nas urnas. Gonet destacou que o ex-comandante da Marinha foi o maior defensor da ruptura dentro das Forças Armadas.

O procurador citou que o nome de Garnier aparece em anotações do general Augusto Heleno que, para a PGR, reforçam o interesse do ex-comandante na trama golpista — mesmo ciente de que as eleições ocorreram com absoluta lisura.

“A certeza sobre a impossibilidade de reversão do resultado das eleições, por meios legais e legítimos, fez com que a organização criminosa concentrasse seus esforços na consumação de um ato de força, único meio capaz de garantir a sua permanência no poder”, escreveu Gonet.

O procurador ressaltou, ainda, que apesar de comandantes demonstrarem receio em relação à ideia de um golpe de Estado, Garnier não apenas apoiou como se colocou como braço direito de Bolsonaro, oferecendo tropas como “suporte da implementação de medidas autoritárias” — segundo relato do tenente-brigadeiro Baptista Júnior, que contribuiu com as investigações.

Para Gonet, o engajamento Garnier não pode ser minimizado, pois a conspiração não era apenas retórica, mas tinha ressonância concreta em uma das mais relevantes estruturas do poder da República. Sobre a minuta golpista, o procurador frisou que, mesmo diante da recusa de outros comandantes após a apresentação feita pelo ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, Garnier aderiu ao plano.

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