Adolescente envolvido em estupro coletivo de menina de 13 anos é apreendido.
Além do adolescente apreendido nesta quinta, três foram capturados em fevereiro e um em maio. Sete pessoas participaram da violência

Um adolescente envolvido no estupro coletivo de uma menina de 13 anos, submetida ao “tribunal do tráfico” do Terceiro Comando Puro (TCP), foi apreendido nessa quinta-feira (27/8) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ). Segundo a polícia, sete pessoas participaram da violência, incluindo o jovem. Veja o momento da prisão:
Conforme a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), o delito ocorreu em 30 de janeiro, quando traficantes abordaram a vítima na comunidade Trio de Ouro, em São João do Meriti, e a obrigaram a entrar em um carro.

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Ver todasSegundo a investigação, os criminosos do TCP teriam confundido a adolescente com a namorada de um faccionado do Comando Vermelho (CV), que havia sido “sentenciada” ao estupro coletivo. Após o “engano”, a menina teria sido liberada pelos traficantes.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti informou que a corporação identificou todos os criminosos com trabalho de inteligência. Além do adolescente apreendido nesta quinta, três foram capturados em fevereiro e um em maio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutro suspeito foi morto por bandidos, e o último envolvido no estupro segue desaparecido.
Um dos presos pelo estupro coletivo é Matheus Eduardo da Silva Fernandes, de 22 anos. Conhecido como “Tapuru”, o traficante estava foragido e é apontado como gerente do tráfico em comunidades de São João do Meriti.
Dinâmica do ato infracional
Em 30 de janeiro, a adolescente conversava com uma amiga em uma praça da comunidade Trio de Ouro, quando foi abordada por traficantes, sendo obrigada a entrar em um carro.
Sete pessoas estão envolvidas na violência sexual, sendo cinco homens, uma mulher (que segurou a vítima no momento do crime), além de um adolescente.
Segundo a Deam, a vítima estava no parque, pois mora nas proximidades do Trio do Ouro e frequentava o local por ter parentes na área. Após entrar no veículo, a jovem foi conduzida ao local, onde sofreu o estupro.
Conforme os investigadores, o “tribunal do tráfico” teria sentenciado a adolescente a um estupro coletivo por ser namorada de um traficante do Comando Vermelho (CV), facção rival do TCP. No entanto, os criminosos do TCP cometeram um equívoco.
Durante a violência sexual, um dos bandidos percebeu o mal-entendido e constatou que a facção havia capturado o alvo errado. Após o estupro, ela foi liberada.
A adolescente procurou o hospital infantil municipal, no bairro de Agostinho Porto, para atendimento médico dois dias após o crime, em 2 de fevereiro.



