“Acho que houve uma comunicação deficiente”, diz Mourão sobre crise no BB

A instituição financeira anunciou o fechamento de agências e o desligamento de 5 mil funcionários, o que teria desagradado Jair Bolsonaro

atualizado

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Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pedro Guedes e Mourão
1 de 1 Pedro Guedes e Mourão - Foto: Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quinta-feira (14/1) que houve uma “comunicação deficiente” ao comentar a crise no Banco do Brasil.

Nesta semana, a instituição financeira anunciou o fechamento de 112 agências e o desligamento de cerca de 5 mil funcionários.

“Eu acho que houve uma comunicação talvez deficiente do banco nisso ai, né? Porque normalmente as pessoas que queriam sair, eram pessoas que já tinham completado o seu tempo para aposentar, essa é realidade. Talvez pouquíssimas pessoas tivessem um rebaixamento de cargo e não pudessem se aposentar mais. Mas acho que a maioria iria se aposentar”, disse.

Segundo Mourão, as medidas de reformulação no banco foram tomadas diretamente pelo presidente da instituição. “Julgo que a medida não foi debatida com Bolsonaro, né”, comentou.

Sobre uma possível demissão do presidente de André Brandão, o vice-presidente preferiu não comentar e disse que o assunto é discutido entre entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro.

“Não recebi nenhuma informação extra a respeito do assunto. É uma questão que está sendo debatida entre o presidente e o ministro da Economia”, afirmou Mourão.

Saída de Brandão

A hipótese de uma possível queda do presidente do Banco do Brasil vem sendo comentada desde quarta-feira (13/1). Um dos fatores que pode ter contribuído foi o anúncio de reformulação feito pela instituição financeira na segunda-feira (11/1). Em comunicado, o BB afirmou que abriu programa de demissão voluntária (PDV) e que encerraria a atividade em 361 unidades, entre postos de atendimento, escritórios e agências.

O papel do ministro da Economia, Paulo Guedes, na crise é tentar reverter a intenção do presidente de tirar Brandão do cargo.

Brandão saiu do HSBC, onde estava desde 2003, para substituir Rubem Novaes, que deixou a presidência da instituição em setembro. Quando pediu demissão, em julho, Novaes afirmou que a causa era o entendimento de que o banco “precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.

Nesta quinta-feira, o Banco do Brasil informou que não houve comunicação formal sobre o desligamento de Brandão.

 

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