A preferência de Silvio Costa Filho para assumir Portos e Aeroportos
Segundo interlocutores, ministro quer deixar o comando da pasta em abril e colocar no lugar o secretário-executivo, Tomé de Franca
atualizado
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado em 2026, vem articulando nos bastidores para emplacar o atual secretário-executivo da pasta como sucessor. A preferência do ministro recai sobre Tomé Barros Monteiro de Franca, hoje o número dois do ministério.
Tomé assumiu a Secretaria-Executiva em agosto de 2025. Antes, comandava a Secretaria Nacional de Aviação Civil e acumula uma trajetória extensa no setor público, com passagens por secretarias estaduais e municipais, além de experiência nos três Poderes.
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara.
Segundo interlocutores de Costa Filho, um dos motivos da preferência por Tomé se deve à proximidade entre os dois e ao fato de o secretário ser visto como um nome capaz de dar continuidade ao projeto político do ministro na pasta.
A avaliação é que, com a saída de Costa Filho prevista para abril, restarão apenas alguns meses de gestão petista antes do início oficial do calendário eleitoral, o que reduziria o espaço para mudanças mais profundas no comando do ministério.
Ainda de acordo com interlocutores, Costa Filho tem atuado intensamente nos bastidores para viabilizar o nome de Tomé, inclusive em conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A decisão, no entanto, também passa por uma articulação interna no Republicanos, partido de Costa Filho, que assumiu o comando do ministério como parte da estratégia do governo Lula para garantir governabilidade por meio de alianças com o Centrão. Dentro do partido ainda não há uma definição do nome a ser apoiado.
Nome não é unânime
Apesar da preferência de Costa Filho, há resistências dentro do próprio governo. Segundo interlocutores, pessoas próximas ao presidente, como o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, demonstram preferência pelo advogado Anderson Pomini, atual presidente do Porto de Santos.
O segundo nome cotado
- França é próximo de Lula e comandou a pasta de Portos e Aeroportos até setembro de 2023, quando foi substituído por Costa Filho.
- Pomini é tido como um homem de confiança de França e passou a ser mais conhecido no mundo político após ser Secretário da Justiça de São Paulo durante a gestão de João Dória.
- A decisão, no entanto, deve ser arrastada até a saída oficial de Costa Filho, que prevê deixar a Esplanada em abril deste ano, na data limite para a desincompatibilização do cargo para que possa concorrer ao Senado em outubro.
Costa Filho tem conversado sobre o assunto com o ministros de Lula, como Rui Costa, da Casa Civil, Jader Filho, das Cidades, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia.
“A gente vai trabalhar muito esses próximos três meses para fazer as entregas que o Brasil precisa […] Naturalmente, quem indica ministro é o presidente da República. Nós teremos alternativas, nós temos um nome na nossa cabeça, mas na hora certa nós conversaremos com o nosso partido e conversaremos com o presidente Lula”, disse a jornalistas na quarta-feira (14/1).










