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Brasil

A preferência de Silvio Costa Filho para assumir Portos e Aeroportos

Segundo interlocutores, ministro quer deixar o comando da pasta em abril e colocar no lugar o secretário-executivo, Tomé de Franca

15/01/2026 02:00
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Reprodução/Republicanos
imagem colorida silvio costa filho ministro dos portos e aeroportos

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado em 2026, vem articulando nos bastidores para emplacar o atual secretário-executivo da pasta como sucessor. A preferência do ministro recai sobre Tomé Barros Monteiro de Franca, hoje o número dois do ministério.

Tomé assumiu a Secretaria-Executiva em agosto de 2025. Antes, comandava a Secretaria Nacional de Aviação Civil e acumula uma trajetória extensa no setor público, com passagens por secretarias estaduais e municipais, além de experiência nos três Poderes.

Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara.

Segundo interlocutores de Costa Filho, um dos motivos da preferência por Tomé se deve à proximidade entre os dois e ao fato de o secretário ser visto como um nome capaz de dar continuidade ao projeto político do ministro na pasta.

A avaliação é que, com a saída de Costa Filho prevista para abril, restarão apenas alguns meses de gestão petista antes do início oficial do calendário eleitoral, o que reduziria o espaço para mudanças mais profundas no comando do ministério.

Ainda de acordo com interlocutores, Costa Filho tem atuado intensamente nos bastidores para viabilizar o nome de Tomé, inclusive em conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A decisão, no entanto, também passa por uma articulação interna no Republicanos, partido de Costa Filho, que assumiu o comando do ministério como parte da estratégia do governo Lula para garantir governabilidade por meio de alianças com o Centrão. Dentro do partido ainda  não há uma definição do nome a ser apoiado.

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Ministro Silvio Costa Filho
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos)
Lula também empossou ministro Sílvio Filho, de Portos e Aeroportos
Deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
Tomé Barros Monteiro de Franca. Secretário Executivo do Ministério de Portos e Aeroportos
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Tomé Barros Monteiro de Franca. Secretário Executivo do Ministério de Portos e Aeroportos

Reprodução/Governo Federal
Ministro Silvio Costa Filho
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Ministro Silvio Costa Filho

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos)
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O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos)

Divulgação
Lula também empossou ministro Sílvio Filho, de Portos e Aeroportos
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Lula também empossou ministro Sílvio Filho, de Portos e Aeroportos

Ricardo Stuckert/PR
Deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
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Deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)

Câmara dos Deputados

Nome não é unânime

Apesar da preferência de Costa Filho, há resistências dentro do próprio governo. Segundo interlocutores, pessoas próximas ao presidente, como o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, demonstram preferência pelo advogado Anderson Pomini, atual presidente do Porto de Santos.


O segundo nome cotado

  • França é próximo de Lula e comandou a pasta de Portos e Aeroportos até setembro de 2023, quando foi substituído por Costa Filho.
  • Pomini é tido como um homem de confiança de França e passou a ser mais conhecido no mundo político após ser Secretário da Justiça de São Paulo durante a gestão de João Dória.
  • A decisão, no entanto, deve ser arrastada até a saída oficial de Costa Filho, que prevê deixar a Esplanada em abril deste ano, na data limite para a desincompatibilização do cargo para que possa concorrer ao Senado em outubro.

Costa Filho tem conversado sobre o assunto com o ministros de Lula, como Rui Costa, da Casa Civil, Jader Filho, das Cidades, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

“A gente vai trabalhar muito esses próximos três meses para fazer as entregas que o Brasil precisa […] Naturalmente, quem indica ministro é o presidente da República. Nós teremos alternativas, nós temos um nome na nossa cabeça, mas na hora certa nós conversaremos com o nosso partido e conversaremos com o presidente Lula”, disse a jornalistas na quarta-feira (14/1).

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