“A ficha ainda não caiu”, diz mulher de PM morto no Complexo do Alemão

Cabo Bruno de Paula Costa, 38, trabalhava na UPP Nova Brasília, quando foi atingido por criminosos. Operação deixou ao menos 19 mortos

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Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 4
1 de 1 Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 4 - Foto: Reprodução

Rio de Janeiro- A mulher do cabo Bruno de Paula Costa, de 38 anos, esteve no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta sexta-feira (22/7), para fazer a retirada do corpo do PM. Ele foi um dos 19 mortos da operação no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, na quinta-feira (21/7).

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O PM de 38 anos deixa dois filhos autistas
Cabo Bruno de Paula ao lado da esposa, Lídia Costa
Disque Denúncia divulgou um cartaz para tentar encontrar o responsável pela morte do PM
Solange Mendes, 49, (esquerda) e Letícia Marinho de Sales, 50, (direita) morreram na quinta ação mais letal do Rio de Janeiro
Carro retira corpos da comunidade após ação policial no Complexo do Alemão
Cabo Bruno de Paula Costa morreu durante operação no Complexo do Alemão
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Cabo Bruno de Paula Costa morreu durante operação no Complexo do Alemão

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O PM de 38 anos deixa dois filhos autistas
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O PM de 38 anos deixa dois filhos autistas

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Cabo Bruno de Paula ao lado da esposa, Lídia Costa
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Cabo Bruno de Paula ao lado da esposa, Lídia Costa

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Disque Denúncia divulgou um cartaz para tentar encontrar o responsável pela morte do PM
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Disque Denúncia divulgou um cartaz para tentar encontrar o responsável pela morte do PM

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Solange Mendes, 49, (esquerda) e Letícia Marinho de Sales, 50, (direita) morreram na quinta ação mais letal do Rio de Janeiro
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Solange Mendes, 49, (esquerda) e Letícia Marinho de Sales, 50, (direita) morreram na quinta ação mais letal do Rio de Janeiro

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Carro retira corpos da comunidade após ação policial no Complexo do Alemão
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Carro retira corpos da comunidade após ação policial no Complexo do Alemão

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Moradores foram impedidos de sair de casa devido ao intenso tiroteio
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Moradores foram impedidos de sair de casa devido ao intenso tiroteio

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Moradores retiram corpos da comunidade
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Moradores retiram corpos da comunidade

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Confrontos duraram mais de 13 horas no primeiro dia
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Confrontos duraram mais de 13 horas no primeiro dia

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Bope usou toda a munição nas primeiras duas horas de operação
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Bope usou toda a munição nas primeiras duas horas de operação

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PM e Civil fazem operação conjunta no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio
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PM e Civil fazem operação conjunta no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio

Foto: Reprodução/TV Globo
Blindado da polícia no Complexo do Alemão, durante operação conjunta nesta quinta-feira (21/7)
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Blindado da polícia no Complexo do Alemão, durante operação conjunta nesta quinta-feira (21/7)

Foto: Reprodução/TV Globo

Por volta das 6h, o policial estava trabalhando na comunidade e acabou ferido quando a base da UPP Nova Brasília foi atacada por criminosos, segundo a Polícia Militar. Ele foi socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. O PM ingressou na corporação em 2014, era casado e deixou dois filhos com espectro autista.

“Meu filho mais velho é autista severo. Meu filho de 8 anos é autista leve. É uma tragédia. Eu peço que as pessoas continuem orando pela nossa família. Eu peço saúde a Deus, força para poder continuar a criar meus dois filhos, que vão precisar de mim”, disse Lídia Costa, mulher do policial, ao G1.

O corpo de Bruno será velado às 11h30 de sábado (23/7), na capela 4 do cemitério Jardim da Saúde, em Sulacap, zona oeste da cidade.

“Ele nasceu para isso. Foi paraquedista por sete anos. Era cabo também, foi cabo do Exército. Sempre teve paixão pelo militarismo, era um excelente policial militar, um excelente cabo do Exército. Então todo mundo está chocado, a ficha ainda não caiu. Estamos muito chocados. Eu queria agradecer todo o apoio da imprensa e o carinho de todos”, disse Lídia.

O Disque Denúncia divulgou um cartaz para ajudar na busca pelo responsável pela morte de Bruno. Com o PM, sobe para 32 o número de agentes de segurança mortos em ações violentas no Rio de Janeiro neste ano.

A ação da Polícia Militar com a Polícia Civil deixou ao menos três inocentes mortos e 16 suspeitos. Essa foi a quinta operação mais letal do Estado do Rio.

 

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