​Tarcísio abraça pauta bolsonarista sob a bandeira dos EUA

Sim, finalmente aconteceu: Tarcísio de Freitas abraçou o bolsonarismo e deixou para trás o discurso mais moderado que tentava emplacar.

atualizado

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Imagem colorida mostra Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista - Metrópoles - Foto: Danilo M. Yoshioka/Metrópoles

Sim, finalmente aconteceu: Tarcísio de Freitas abraçou o bolsonarismo e deixou para trás o discurso mais moderado que tentava emplacar.

Mas foi em meio à manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista no dia 7 de setembro, que o governador de São Paulo decidiu “sair do armário”: discursou em defesa de seu aliado, adotou a narrativa bolsonarista e fez um apelo público pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. É tudo muito frágil, muito tênue. Como que nós vamos admitir uma condenação? […] Só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro”, bradou Tarcísio

A postura de Tarcísio, vista como uma aproximação ainda maior ao núcleo bolsonarista, gerou reações no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi alvo de análise crítica de jornalistas, que debateram as possíveis consequências políticas dessa guinada.

Essa radicalização levanta a teoria de que ele está se tornando “mais bolsonarista que o próprio Bolsonaro”.

O movimento feito por Tarcísio pode prejudicar suas ambições políticas futuras, seja em uma possível reeleição para o governo de São Paulo ou em uma disputa pela presidência da República em 2026.

A avaliação se baseia na percepção de que a moderação política é crucial para conquistar o eleitorado mais conhecido como nem-nem, e o alinhamento total à pauta bolsonarista pode afastar essa parcela de eleitores.

O uso de uma bandeira americana gigante no ato, realizada por parcela dos bolsonaristas presentes, adicionou mais uma polêmica ao cenário: foi descrita como um “tiro na cabeça” do movimento, uma vez que contradiz a retórica nacionalista frequentemente usada pelos apoiadores de Bolsonaro.

O gesto, que foi interpretado como uma homenagem a Donald Trump e um apoio às sanções aplicadas por ele contra o Brasil, causou divisão interna no movimento e foi ridicularizado pelo governo Lula.

O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento, afirmou que “reprova” o uso da bandeira e chegou a levantar a suspeita de que a ação foi uma “armação da esquerda” para desmoralizar o evento patriótico.

Por outro lado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu o gesto em suas redes sociais e agradeceu a Donald Trump.

Vai entender.

 

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