
Se ocorrer, rompimento do PT com Freixo terá consequência imprevisível
Racha na esquerda no Rio chega na véspera do prazo de registro de candidatura sem sinal de pacificação

Não se sabe o cenário que virá. Muitas perguntas em aberto, sendo a principal: como reagirá o PSB no país? Mesmo que não ocorram outras dissoluções entre PSB e PT, qual será o grau de fidelidade do eleitor? Ou, como vão reagir os socialistas.
Em nome de um certo acordo prévio, o deputado Alessandro Molon, do PSB, não deveria lançar sua candidatura ao Senado. Deveriam apoiar o pouco expressivo André Ceciliano, do PT. Um amigo do controverso governador Cláudio Castro.
Molon tem resistido, ganhou apoio expressivo nas redes, como de Anitta – venerada pelos petistas desde que se manifestou pró-Lula -, desponta com maiores chances que Ceciliano para vencer, mas não parece suficiente.
Diz-se, de Ceciliano, que sua aproximação com o Castro dá um gás à Lula num local frágil para o petista: a Baixada Fluminense. Os bolsonaristas nadam de braçada ali.
Todo mundo tem aguardado um gesto de Lula. O petista tem uma relação quase paternal com Freixo. Os dois conversaram muito na convenção do PSB, em Brasília, semana passada. Convenção que não contou com a presença de Molon.
É de se imaginar que Lula está tentando contornar esse cenário. É difícil uma decisão sua ser contrariada dentro de seu partido. Sua união com Geraldo Alckmin, do PSB, é, até agora, o maior lance dessa sucessão presidencial. Nem de longe por correr riscos. O petista é tido como hábil negociador.
Apesar de menor
Agora, no caso do Rio, é aguardar. O prazo expira amanhã, último prazo para registro de candidaturas.
